A Coamo, reconhecida como a maior cooperativa agrícola do país, está em um ritmo acelerado de crescimento e já estabeleceu metas ambiciosas para os próximos anos. Com uma estratégia focada no aumento da capacidade de armazenamento e na diversificação industrial, a organização se prepara para novos saltos financeiros.
O foco principal está na incorporação de novas unidades e na modernização da logística, garantindo que o volume crescente de grãos seja processado com eficiência. Esse movimento não apenas fortalece a marca, mas também atrai centenas de novos cooperados interessados na solidez da instituição.
Essa fase de expansão reflete o bom momento do campo e a busca por maior valor agregado na produção de soja e milho, conforme divulgado pelo Estadão.
A estratégia da Coamo para atingir faturamento de R$ 30 bilhões
A Coamo prevê fechar o ano de 2026 com um faturamento de R$ 30 bilhões. Este valor representa um avanço significativo em relação aos R$ 28,7 bilhões projetados para 2025, impulsionado por uma expansão física e operacional robusta que começou no Paraná.
Somente neste ano, a cooperativa incorporou 15 novas unidades em solo paranaense, utilizando modelos de compra e arrendamento. Com presença também em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a gigante do agronegócio busca consolidar sua liderança e aumentar sua fatia no mercado nacional.
Expansão física e novos cooperados
Segundo Airton Galinari, presidente executivo da Coamo, a estratégia foca no aumento do volume de grãos recebido. Esse movimento visa abastecer a estrutura industrial e logística, que recebeu amplos investimentos recentes para suportar a demanda crescente dos produtores.
A chegada das novas unidades adicionou cerca de 600 mil toneladas de capacidade de armazenagem ao sistema. Além disso, a cooperativa atraiu aproximadamente 600 novos cooperados, fortalecendo a base produtiva e garantindo maior fluxo de soja e milho para o processamento industrial.
Recordes na safra e produção de grãos
A expectativa é que a safra 2025/26 encerre com a marca de 10,5 milhões de toneladas de grãos recebidos, superando as projeções iniciais. Desse total, a soja deve representar 5,7 milhões de toneladas, enquanto o milho deve atingir cerca de 4,5 milhões de toneladas.
Galinari destaca que esta foi uma das safras de verão mais regulares dos últimos tempos. Para o ciclo 2026/27, a meta é ainda mais ousada, buscando superar 6 milhões de toneladas apenas na cultura da soja, reforçando o papel central da cooperativa no agronegócio brasileiro.
Investimentos na usina de etanol de milho
Um dos pilares do crescimento é a nova usina de etanol de milho em Campo Mourão, no Paraná. O investimento no projeto subiu para R$ 1,9 bilhão, refletindo ajustes técnicos e a preparação da estrutura para uma futura duplicação da capacidade produtiva da planta industrial.
A planta, com operação prevista para abril de 2027, deve processar 1,7 mil toneladas de milho por dia. “Dizer que não tem algo mais no radar, tem. Mas temos que consolidar isso que já foi feito”, afirmou o executivo sobre os planos futuros de expansão da cooperativa.
O setor também observa inovações tecnológicas, como as da Farmtech, que projeta faturar R$ 300 milhões em 2026. A fonte original desta matéria é o Estadão.







