A Câmara dos Deputados aprovou recentemente uma proposta que promete transformar o planejamento de vida de milhares de profissionais da segurança pública no Brasil.

O texto facilita significativamente o acesso à aposentadoria integral para policiais e bombeiros militares, reduzindo o tempo exigido exclusivamente em atividades de natureza militar.

A medida, que agora segue para análise no Senado, busca equiparar os direitos desses profissionais aos das carreiras da União, conforme divulgado pelo Estadão.

Principais mudanças na aposentadoria integral para policiais e bombeiros

Pelas regras atuais, a aposentadoria integral exige 35 anos de serviço, com pelo menos 30 anos estritamente em funções militares. Caso contrário, o pagamento se torna proporcional aos anos trabalhados.

Com a nova proposta aprovada, homens precisam de 35 anos totais, mas apenas 25 devem ser militares. Já para as mulheres, o tempo total é de 32 anos, com 22 anos mínimos em atividades da corporação.

Como ficam os prazos para homens e mulheres

Essa mudança permite que policiais e bombeiros utilizem até dez anos de experiência em outras áreas para completar o tempo necessário, garantindo assim a tão desejada aposentadoria integral.

O tempo servido nas Forças Armadas, em polícias civis ou outras instituições militares também poderá ser contabilizado, desde que exista compatibilidade funcional comprovada por documentos oficiais.

Isonomia e justificativa para as novas regras

Além das questões previdenciárias, o projeto estabelece a isonomia entre homens e mulheres no ingresso às corporações, proibindo a limitação de vagas femininas sem uma justificativa técnica clara.

Segundo o relator, deputado Cabo Gilberto Silva (PL, PB), a exposição constante ao perigo e o combate direto ao crime organizado justificam parâmetros diferenciados para a inatividade desses profissionais.

“A exposição cotidiana a riscos, o enfrentamento direto à criminalidade organizada, ao tráfico de drogas e à violência urbana justificam parâmetros diferenciados para a inatividade”, afirmou o relator.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos acessando a matéria original em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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