Mudanças urgentes para enfrentar os eventos climáticos extremos

O Brasil enfrenta um desafio sem precedentes com o aumento da frequência de desastres naturais. Cidades e governantes precisam repensar a infraestrutura urbana para proteger a população agora.

A adoção de medidas práticas na construção civil e no planejamento das ruas pode ser a diferença entre a segurança e a tragédia. É urgente que as prefeituras tomem a frente dessas mudanças estruturais.

Especialistas apontam que técnicas simples e tecnologias de ponta internacionais podem ajudar a mitigar os impactos de desastres, conforme divulgado pelo Estadão em análise sobre o tema.

Inovações na construção civil e arquitetura

As prefeituras terão de se adaptar rapidamente aos eventos climáticos extremos. Por exemplo, exigindo a construção de casas mais protegidas contra enchentes, talvez sobre pilotis, em regiões mais baixas.

Em condomínios residenciais, as construtoras têm mais espaço e ordem nos lotes, e a segurança ambiental aos moradores deve ser obrigatória, garantindo que o planejamento suporte o volume de chuvas severas.

Erguer o pé direito de novas casas proporciona mais conforto térmico, mesmo em verões com temperaturas muito elevadas. Telhados verdes ou brancos reduzem a temperatura interna e refletem os raios solares.

Aberturas no alto das paredes, o chamado efeito chaminé, expulsam o ar quente que fica no teto. Essa medida simples, inspirada em casas gregas, torna as temperaturas mais suportáveis no interior das residências.

Drenagem urbana e pavimentação permeável

Não há como fugir da substituição do asfalto nos pavimentos urbanos por outras formas de piso, permeáveis, que permitam que a água se infiltre no solo, evitando que as ruas se tornem rios perigosos.

Pelo mesmo motivo, as calçadas também devem ser porosas. Os bairros precisam de mais piscinões e, próximo aos rios, de parques lineares para reter a água da chuva, reduzindo drasticamente as inundações locais.

A implementação dessas áreas de absorção é vital para suportar os eventos climáticos extremos que sobrecarregam os sistemas de bueiros tradicionais, que já não dão conta das tempestades frequentes.

O exemplo internacional e os erros de planejamento

Os Países Baixos, dos quais faz parte a Holanda, utilizam um sistema com diques, canais, bombas d’água e barragens que impedem a inundação das cidades, servindo de modelo de resiliência mundial.

Enquanto isso, a liberação de prédios altos em São Paulo vai na contramão das necessidades ambientais. Eles ampliam as ilhas de calor urbanas, aprisionam o ar quente nas ruas e criam rajadas de vento.

O tempo perdido na adaptação é crítico. Priorizar o debate sobre infraestrutura climática é essencial para evitar que o desenvolvimento urbano continue agravando os riscos para toda a sociedade brasileira.

A fonte original é o Estadão e pode ser acessada em: Estadão | Prefeituras devem agir já contra eventos climáticos extremos

You May Also Like
Governo vai recorrer de suspensão do consignado do INSS; ‘Medida drástica do TCU’, diz ministra

Governo prepara recurso contra decisão do TCU que suspendeu o empréstimo consignado do INSS e ministra classifica medida como drástica para o sistema

Ministra Miriam Belchior afirma que a maioria das exigências feitas pelo Tribunal de Contas da União já está em fase avançada de implementação
Mover vende sua participação acionária de 15% na Motiva ao Bradesco BBI por mais de R$ 5 bi

Mover vende participação na Motiva para o Bradesco BBI em negócio de R$ 5 bilhões que marca o fim da recuperação judicial da ex Camargo Corrêa

A transação bilionária envolve 14,86% das ações da gigante de infraestrutura Motiva, permitindo que a Mover quite dívidas pendentes com o banco
INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões a aposentados

INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões a aposentados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do…
Vale, B3, Renner: empresas reagem a recuo da CVM e anunciam manutenção de ‘relatórios verdes’

Empresas brasileiras ignoram recuo da CVM e mantêm relatórios de sustentabilidade após decisão sobre obrigatoriedade de normas ESG

Mesmo com a mudança da CVM que tornou facultativa a divulgação de dados ambientais, grandes companhias reforçam compromisso com padrões internacionais