Ronaldo Caiado, pré-candidato ao Planalto, subiu o tom contra figuras internacionais e o atual governo federal. Em sabatina recente, ele não poupou críticas ao comportamento de líderes vizinhos e à condução diplomática brasileira.

O ex-governador destacou que o país vive um momento de desordem institucional, focando especialmente no episódio envolvendo o presidente argentino e as tentativas de influência externa nos processos nacionais.

A postura marca uma tentativa de Caiado de se posicionar como um nome de equilíbrio e firmeza para a corrida presidencial, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Caiado critica comportamento de líderes internacionais

Durante uma sabatina realizada pelo Correio Braziliense, o político afirmou que o presidente da Argentina, Javier Milei, causou um verdadeiro “escândalo” no último fim de semana em território brasileiro.

O pré-candidato referia-se à presença de Milei em um evento de Flávio Bolsonaro, onde o argentino proferiu ofensas contra autoridades. Caiado defendeu que “não se governa na esculhambação”, criticando o nível das falas.

O resgate da liturgia da Presidência

O político declarou que pretende resgatar a liturgia do cargo caso seja eleito. Ele criticou tanto as falas de Lula quanto a postura de Milei e as interferências atribuídas ao governo dos Estados Unidos na época de Trump.

“Você não pode ridicularizar conversas, baixando o patamar da discussão”, afirmou. Ele citou que Milei não tem o direito de xingar ministros e que potências estrangeiras não devem tentar auditar as eleições brasileiras.

Diplomacia como braço ideológico

Caiado criticou o fato de a chancelaria brasileira ter se tornado, em sua visão, um “braço ideológico do PT”. Ele relembrou os tempos em que a diplomacia era referência de respeito em órgãos como a ONU.

O pré-candidato também alertou sobre o atraso tecnológico. Ele lamentou que o país ainda venda “pau-brasil”, exportando toneladas de soja para comprar chips da Nvidia, defendendo parcerias mais estratégicas.

Desordem entre os Poderes e segurança

Sobre a política interna, Caiado apontou uma desordem institucional. Segundo ele, o Supremo, o Congresso e o Executivo estão constantemente invadindo as competências uns dos outros, gerando instabilidade.

No campo da segurança, o ex-governador prometeu tolerância zero contra o feminicídio. Ele propôs expropriar o patrimônio de criminosos para transferir às famílias das vítimas, mantendo sua conhecida linha dura.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil.

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