O Banco de Brasília (BRB) está em intensa negociação para vender ativos herdados do Banco Master, buscando estabilizar sua situação financeira. A proposta de R$ 15 bilhões foi anunciada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e será avaliada pelo Banco Central. Conforme divulgado pelo Estadão, o banco ainda precisa de apoio do governo distrital para fechar o rombo deixado pelo Master.
Com uma carteira de R$ 21,9 bilhões em ativos do Master, o BRB já havia negociado a venda de R$ 1,9 bilhão e ainda tem R$ 20 bilhões restantes. Uma empresa ainda não identificada ofereceu comprar esses ativos por R$ 15 bilhões, operação que seria estruturada por um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc).
A estratégia inclui a emissão de R$ 4 bilhões em cotas sênior para gerar liquidez imediata e R$ 11 bilhões em cotas subordinadas, além de um possível empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outros bancos. O objetivo é conter a crise de liquidez que vem afetando o BRB.
Detalhes da proposta de venda dos ativos do Master
Estrutura do Fidc e distribuição das cotas
A operação prevê que R$ 4 bilhões se transformem em cotas sênior, que recebem rendimentos primeiro, garantindo fluxo de caixa imediato ao banco. Os R$ 11 bilhões restantes serão cotas subordinadas, pagas depois, mantendo a participação dos investidores.
Apoio do governo distrital e necessidade de capital
Para cobrir o déficit patrimonial, o Distrito Federal pretende obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC e demais instituições financeiras, avaliando garantias como imóveis públicos e ações de empresas estatais. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, descreveu o plano como “pragmático e com muita chance de dar certo”.
Reuniões com autoridades e próximo passo
O presidente do banco e a governadora Celina Leão se encontraram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em São Paulo, apresentando a proposta ao órgão regulador. A assembleia de acionistas está marcada para 22 de abril, com prazo até 29 de maio para definir a solução.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







