Tensões comerciais: EUA impõem novas taxas ao Brasil

O governo dos Estados Unidos apresentou uma proposta que prevê a aplicação de novas tarifas sobre produtos de 60 economias. A medida visa combater a entrada de mercadorias associadas ao trabalho forçado no mercado americano.

Conforme divulgado pelo Estadão, o Brasil está enquadrado na alíquota mais alta, de 12,5%. A decisão é vista nos bastidores do governo brasileiro como uma manobra com forte viés político, ignorando argumentos técnicos apresentados anteriormente.

Washington justifica que a ausência de mecanismos de controle eficazes em diversos países cria uma concorrência desleal. A proposta busca pressionar parceiros comerciais a endurecerem suas fiscalizações contra práticas laborais ilegais.

Critérios de taxação dividem parceiros comerciais

As nações afetadas foram divididas em dois grupos distintos de cobrança. A tarifa de 10% foi destinada a países que já possuem compromissos formais ou proibições ativas contra o trabalho forçado, como a União Europeia e o Canadá.

Já a alíquota de 12,5% foi aplicada a um grupo que inclui Brasil, China, Japão e Coreia do Sul. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) argumenta que esses países falham ao impedir a entrada de itens produzidos em condições degradantes.

Impacto acumulado para a economia brasileira

O anúncio não pegou o setor produtivo de surpresa, uma vez que empresários brasileiros já aguardavam movimentações deste tipo. Caso confirmada, a sobretaxa de 12,5% será um novo obstáculo para as exportações nacionais.

Este percentual se soma aos 25% de tarifa anunciados anteriormente, após investigações americanas sobre práticas consideradas incoerentes com os interesses dos Estados Unidos. O cenário aponta para um aumento significativo dos custos logísticos.

Lista de países sob vigilância de Washington

A lista completa inclui dezenas de nações de todos os continentes. Países como Argentina, México e Reino Unido integram o grupo de 10%, enquanto a maioria dos parceiros, como a Arábia Saudita e a Austrália, enfrenta a taxa de 12,5%.

A situação reforça um período de maior protecionismo por parte do governo americano, sob a gestão de Donald Trump. O governo brasileiro mantém diálogos internos para avaliar como reagir diante do novo cenário de barreiras comerciais impostas.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

You May Also Like
BRB deve ser comunicado de multa diária do BC por descumprir prazo para balanço

BRB Sob Pressão: Banco Central Aplica Multa Diária por Atraso em Balanço e Futuro da Instituição é Incerto Após Caso Master

Atraso na divulgação do balanço do BRB gera preocupação e pode levar a sanções do BC e CVM, com capitalização urgente em pauta.
Qual é o perfil dos conselheiros que recebem acima de meio milhão no Brasil

Salários de conselheiros no Brasil passam de R$ 500 mil: veja o que é preciso para chegar lá!

Pesquisa revela o perfil e os ganhos dos profissionais que ocupam as cadeiras mais cobiçadas das grandes empresas.
Sabesp quer transformar empresa de água e energia de São Paulo em subsidiária

Sabesp entra na reta final para incorporação da Emae e prepara oferta pública para transformar empresa em subsidiária integral no estado de São Paulo

A estratégia da companhia de saneamento visa otimizar sua estrutura societária e consolidar ativos estratégicos de energia e água na região metropolitana
Azul fecha acordos com United e American Airlines e receberá US$ 200 milhões

Azul: fundador David Neeleman perde controle da empresa com fim da recuperação judicial

Casos de passageiros que desobedecem regras na aviação crescem 66% 2:14 Por…