O Brasil está se posicionando estrategicamente para liderar o mercado global de combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF. A aposta do governo federal combina a vasta biodiversidade nacional com uma robusta capacidade industrial voltada para a produção de biocombustíveis.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou esse potencial durante a abertura da 82.ª Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, realizada no Rio de Janeiro. O encontro reuniu líderes do setor para discutir os rumos da descarbonização.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão, o país possui diferenciais competitivos que o colocam à frente na busca por soluções sustentáveis. A meta é transformar recursos naturais em uma solução global eficiente para o transporte aéreo.

Brasil como protagonista da aviação sustentável

A transição energética na aviação enfrenta um cenário de desafios globais significativos. A Iata prevê que a produção mundial de SAF atingirá apenas 2,4 milhões de toneladas em 2026, volume considerado insuficiente para as metas ambientais estabelecidas pelo setor.

No entanto, a entidade internacional projeta que o Brasil pode produzir cerca de 60 milhões de toneladas do combustível até 2050. Esse crescimento seria impulsionado por políticas públicas estruturadas, como a Lei do Combustível do Futuro e o RenovaBio.

Vantagens competitivas do setor nacional

O Brasil diferencia-se de outros mercados por unir expertise técnica e agroindústria. Conforme o governo, a capacidade de pesquisa aplicada permite ao país atuar não apenas como consumidor interno, mas como um grande exportador de SAF para o mundo.

Além da produção de energia, o setor aeronáutico brasileiro está sendo tratado como estratégico na Nova Indústria Brasil. A adesão ao acordo sobre comércio de aeronaves da Organização Mundial do Comércio reforça a posição do país na governança global.

Desafios operacionais e integração regional

Apesar do otimismo, o vice-presidente pontuou obstáculos reais. A volatilidade dos custos dos combustíveis, as cicatrizes logísticas deixadas pela pandemia e a escassez de mão de obra qualificada são pontos de atenção imediata para a aviação.

Para contornar essas dificuldades, o governo foca na integração regional. O programa Ampliar é a principal aposta, visando conectar mais de 100 aeroportos regionais e atrair bilhões de reais em novos investimentos para o mercado interno.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, disponível em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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