A Polícia Federal apresentou novos documentos ao Supremo Tribunal Federal indicando um suposto esquema de desvio de verbas públicas. A investigação mira o ex-deputado Eduardo Cunha e uma assessora parlamentar.
Segundo os investigadores, houve um direcionamento ilegal de recursos do chamado orçamento secreto. O ministro Flávio Dino já determinou o bloqueio de milhões de reais em bens dos envolvidos no caso de corrupção.
As provas sugerem que a cúpula da Câmara dos Deputados tinha conhecimento das movimentações financeiras atípicas em favor do ex-parlamentar, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto Brasil.
Investigação aponta que presidência da Câmara teria dado aval para desvio de recursos bilionários
O papel de Mariângela Fialek e o aval da presidência
A PF afirma que a assessora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, contava com o aval da presidência da Casa para promover desvios. O objetivo seria beneficiar Eduardo Cunha com o uso de verbas federais.
Os diálogos interceptados ocorreram em 2025, período em que o deputado Hugo Motta comandava a Câmara. A PF descreve a situação como um altíssimo grau de promiscuidade na gestão do chamado orçamento secreto.
Bloqueio de bens e a influência de Eduardo Cunha
Com base nas evidências, o ministro Flávio Dino ordenou o bloqueio de R$ 6,15 milhões de Cunha. A suspeita é de ingerência ilegal no direcionamento de emendas da Comissão de Saúde para interesses privados.
Mesmo sem mandato desde 2016, Cunha atuaria como um agente privado com poderes superiores aos de muitos parlamentares. Ele teria coordenado a destinação de pelo menos 29 emendas parlamentares na Câmara.
Citações de nomes influentes em diálogos secretos
Em conversas reveladas, o ex-deputado mencionou os nomes Hugo e Arthur. A PF destacou uma mensagem onde Cunha diz: Tive ontem com Arthur. Hugo me ligou à noite. Enfim, tentando ajudar. Mas Arthur tem razão.
A investigação ainda não esclareceu se Arthur refere-se ao ex-presidente Arthur Lira. A defesa de Mariângela alega que ela atuava de forma técnica, negando qualquer irregularidade no processo de emendas.
O que diz a defesa dos envolvidos no caso
A defesa de Eduardo Cunha afirmou que soube da decisão pela imprensa. Os advogados negam que ele tenha subscrito emendas, alegando que se trata apenas de uma legítima interlocução política sem crimes.
Os representantes do ex-deputado reforçam que o bloqueio não comprova desvio de verba. Eles buscam acesso aos autos para exercer o direito de defesa e contestar as graves acusações da Polícia Federal.
A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política e você pode ler a matéria completa no link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2397077/pf-diz-que-assessora-tinha-aval-da-presidencia-da-camara-para-desviar-emendas-a-cunha








