O ex-presidente Jair Bolsonaro trouxe revelações impactantes em um depoimento recente à Polícia Civil do Distrito Federal. O foco central da investigação é uma pistola Glock, registrada em seu nome, que acabou apreendida durante uma operação de trânsito em Brasília.

Durante o esclarecimento, Bolsonaro detalhou como conseguiu manter o armamento em sua residência, mesmo após ter sido alvo de mandados de busca e apreensão. Segundo o político, houve uma conversa direta e decisiva com a autoridade policial que realizava a diligência.

O caso ganha novos contornos com o indiciamento do militar que portava a arma no momento da abordagem policial em Taguatinga, gerando desdobramentos jurídicos importantes, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.

Bolsonaro justifica posse de arma e aponta permissão de delegado da Polícia Federal

O diálogo com a autoridade policial

Bolsonaro relatou que, no momento em que as armas de sua casa deveriam ser recolhidas por uma ordem judicial, ele fez um apelo ao delegado responsável. O ex-presidente argumentou que “residia com mulheres e necessitava da arma para a defesa da residência”.

Ainda de acordo com o depoimento oficial, Bolsonaro afirmou que “o delegado saiu e conversou com alguém ao telefone, tendo lhe devolvido a arma de fogo”. A Polícia Federal foi procurada para comentar a declaração, mas o espaço segue aberto para manifestações.

Investigação e ausência de crime

A Polícia Civil do Distrito Federal analisou as circunstâncias e concluiu que não houve prática de crime por parte de Bolsonaro no que diz respeito à posse dessa arma específica. O relatório final destaca que o armamento não foi recolhido anteriormente pelas autoridades federais.

O documento policial afirma ser um “fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e a arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro”, o que validaria a situação do objeto na casa.

O militar indiciado e a blitz em Taguatinga

Enquanto o ex-presidente não foi indiciado, o segundo-sargento Estácio Leite da Silva Filho acabou responsabilizado. Ele foi flagrado com a pistola em um veículo oficial durante uma blitz e alegou que a arma pertencia a Bolsonaro e passaria por reparos.

A corporação decidiu indiciar o militar por portar arma de terceiro sem a devida autorização legal, agindo “em desacordo com as exigências legais do Estatuto do Desarmamento”. O GSI esclareceu que o sargento não faz parte de seu quadro fixo de servidores atuais.

A fonte original é a [Notícias ao Minuto](https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2394628/bolsonaro-disse-em-depoimento-que-delegado-da-pf-permitiu-que-ele-ficasse-com-arma-em-casa?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed).

You May Also Like
Itamaraty detalha viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul

Governo Lula mapeia traições e estuda exonerações após derrota histórica de Jorge Messias na votação para o STF no Senado Federal

Aliados do Palácio do Planalto identificaram dissidências no MDB e no PSD que levaram à rejeição do indicado ao Supremo Tribunal Federal
STF formaliza ação que tornou Eduardo Bolsonaro réu na Corte

Eduardo Bolsonaro e o plano para financiar filme nos EUA: veja mensagens reveladas!

Revelações mostram como o ex-deputado orientou o envio de recursos para a obra Dark Horse e a possível ligação com fundo no Texas sob investigação.
Vazamento de trechos de reunião gera desconforto no Supremo

Vazamento de Reunião Secreta no STF sobre Caso Master Gera Suspeitas de Gravação e Traição entre Ministros de Toffoli e Fachin

Saída de Toffoli da relatoria não acalma tensões e expõe crise interna no Supremo com frases literais divulgadas pelo Poder360
Genial/Quaest: Lula amplia vantagem e venceria Flávio Bolsonaro nos dois turnos

Lula desafia os EUA e promete barrar interferência estrangeira na eleição; veja o que ele disse!

Presidente critica revogação de vistos e ironiza sistema eleitoral americano em meio à crise diplomática