A Bahia está prestes a se tornar o epicentro de uma transformação ambiental histórica com um novo investimento milionário que promete mudar a paisagem local e o mercado sustentável.
O BNDES liberou recursos pesados para recuperar áreas degradadas, colocando o estado no topo da agenda ambiental global com foco em resultados práticos, sociais e financeiros de longo prazo.
Trata-se de uma iniciativa estratégica que une grandes bancos e empresas de energia para regenerar a Mata Atlântica de forma profissional, conforme divulgado pelo Estadão.
BNDES libera R$ 87,2 milhões para restauração florestal na Bahia e geração de créditos de carbono
O projeto de restauração florestal na Bahia vai receber R$ 87,2 milhões do Fundo Clima, gerido pelo BNDES, para financiar ações diretas de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
O plano prevê o plantio de mais de 2 milhões de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica em 1,3 mil hectares. A expectativa é gerar cerca de 500 mil créditos de carbono em 40 anos.
Segundo Fabio Sakamoto, presidente da empresa Biomas, a faixa de preço esperada por cada crédito de carbono varia entre US$ 50 a US$ 95, o que atrai o forte interesse de investidores.
Gigantes do mercado financeiro e de energia por trás do projeto
A Biomas, criada por sócios como Itaú, Santander e Vale, e a Carbon2Nature Brasil, da Neoenergia, são as responsáveis pela implementação do projeto lançado há cerca de um ano no estado.
Eduardo Capelastegui, presidente da Neoenergia, afirma que o projeto mira grandes compradores, especialmente empresas do setor de tecnologia e data centers, interessadas em alta qualidade.
Os recursos do Fundo Clima garantem o capital de giro necessário para manter o empreendimento até 2029, período em que a geração de receita com os créditos deve efetivamente começar na região.
Recuperação de biodiversidade com mais de 100 espécies nativas
No projeto Muçununga, foram mapeadas mais de cem espécies nativas da Mata Atlântica para plantio estratégico, utilizando o conceito ecológico de ilhas de conexão, ou stepping stones.
Essa estratégia favorece o surgimento de habitats e corredores para espécies locais, ajudando animais ameaçados, como o macaco-prego-do-peito-amarelo e a preservação essencial do pau-brasil.
Sakamoto explicou que o fato de o projeto ser 100% voltado à restauração, sem outras atividades econômicas, traz uma adicionalidade para o carbono, elevando o valor final do crédito gerado.
Engajamento social e proteção contra incêndios florestais
Um dos grandes desafios é contar com o apoio das comunidades locais em oito cidades baianas. O objetivo é evitar incêndios, coibir invasões e manter a nova floresta em pé por décadas.
O projeto Muçununga deve beneficiar 14 comunidades com ações voltadas ao bem-estar e geração de renda, o que qualifica os créditos de carbono como de alta integridade no mercado internacional.
Ao beneficiar as pessoas do entorno, a iniciativa gera um impacto social positivo e resultados ambientais nítidos, permitindo que os ativos alcancem valores elevados no mercado voluntário global.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir os detalhes no link original: Estadão | Restauração florestal na Bahia vai receber R$ 87,2 milhões do Fundo Clima.







