O Brasil registrou um desempenho robusto nas suas trocas externas no mês de julho de 2026. O resultado reflete a força das exportações brasileiras, especialmente nos setores de agropecuária e indústria extrativa, que impulsionaram as vendas para o mercado internacional.

Mesmo com desafios globais e mudanças tarifárias em grandes parceiros, o saldo final reforça a posição estratégica do país no comércio global. A movimentação financeira indica uma tendência de crescimento sustentado ao longo do segundo semestre de 2026.

O levantamento detalhado traz números sobre os principais blocos econômicos e o impacto dos preços de commodities no resultado final, conforme divulgado pelo Estadão.

Balança comercial registra superávit de US$ 7,067 bilhões em julho

A balança comercial brasileira alcançou um superávit de US$ 7,067 bilhões em julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. O valor foi atingido com exportações somando US$ 34,119 bilhões e importações totalizando US$ 27,052 bilhões no período.

As exportações cresceram 6,2% em relação a julho de 2025. O setor de Agropecuária subiu 9,3%, somando US$ 7,823 bilhões, enquanto a Indústria Extrativa avançou 10,8%, atingindo US$ 8,234 bilhões. A Indústria de Transformação cresceu 2,4%, alcançando US$ 17,834 bilhões.

Pelo lado das compras, as importações subiram 7,6%. A Indústria Extrativa teve alta de 31,4%, chegando a US$ 1,323 bilhão, e a Indústria de Transformação cresceu 6,9%, totalizando US$ 28,088 bilhões. Já a Agropecuária registrou queda de 4,1% nas importações.

Acumulado do ano apresenta salto de quase 32%

No período de janeiro a julho de 2026, a balança comercial acumulou um superávit de US$ 49,039 bilhões. Este montante é 31,9% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior, consolidando um cenário positivo para a economia nacional.

O diretor Herlon Brandão destacou que a alta na exportação de petróleo bruto, que subiu 23,8% em valor em julho, foi motivada por um aumento de 38,3% nos preços internacionais. No total do ano, as exportações brasileiras já somam US$ 218,552 bilhões.

A Indústria Extrativa liderou o crescimento anual com alta de 21,3%, seguida pela Agropecuária com 9,2%. As importações totais no ano chegaram a US$ 169,513 bilhões, um aumento de 5,5% em comparação aos primeiros sete meses de 2025.

Impacto das tarifas dos EUA e a força da China

As exportações para os Estados Unidos caíram 5% em julho, somando US$ 3,638 bilhões. O movimento ocorre em meio ao anúncio de novas tarifas pelo governo Trump. Entretanto, o governo brasileiro atribui a queda a questões de demanda de mercado e não apenas ao novo tarifaço.

“A medida dos Estados Unidos passou a vigorar plenamente apenas no dia 29 de julho”, lembrou Herlon Brandão. Segundo o técnico, “não é possível atribuir o movimento de julho todo em relação à medida”, citando quedas em aeronaves, ferro gusa e café não torrado.

Em contrapartida, a China segue como o principal parceiro comercial. As exportações para o país asiático cresceram 8,6% em julho, totalizando US$ 10,673 bilhões. O superávit acumulado com a China em 2026 já atinge a marca impressionante de US$ 24,063 bilhões.

Perspectivas para Argentina e União Europeia

No caso da Argentina, as exportações brasileiras sofreram uma queda de 13,9% em julho. Já a relação com a União Europeia mostrou sinais de melhora, com as vendas crescendo 3,9% no mês, impulsionadas pelo início da vigência provisória do acordo com o Mercosul.

Brandão explicou que o benefício tarifário é sentido no destino, mas espera-se um efeito positivo contínuo. Sobre crises diplomáticas, ele afirmou: “Na medida em que se tem alguma medida concreta isso pode influenciar no fluxo. Essa questão de relacionamento político não creio que é possível mensurar”.

A fonte original desta notícia é o Estadão. Para ler o conteúdo completo e detalhado, acesse a matéria original através do link: Estadão – Balança comercial: Brasil registra superávit de US$ 7,1 bi em julho.

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