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O planejamento da empresa é lançar o veículo, também conhecido como aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), em 2026. Crédito: Eve Air Mobility (Eve)

A Azul anunciou na noite desta sexta-feira, 20, a conclusão do processo de Chapter 11, equivalente à recuperação judicial nos Estados Unidos, iniciado em maio de 2025. No fato relevante, a companhia destaca que os principais objetivos foram alcançados, incluindo o fortalecimento da estrutura de capital, aumento de liquidez e a redução substancial do endividamento.

Segundo o documento, a companhia captou aproximadamente US$ 1,375 bilhão por meio da emissão de Notas Seniors e US$ 950 milhões por meio de compromissos em equity (participação na empresa).

A empresa destaca ainda que a reestruturação foi implementada por meio de acordos com seus principais credores, incluindo os detentores de títulos de dívida da companhia emitidos no mercado, seu maior arrendador de aeronaves, a AerCap, bem como com dois investidores estratégicos, a United Airlines, Inc. e a American Airlines, Inc.

Com a duração de nove meses, a Azul, última das três grandes a recorrer ao instrumento de recuperação, registrou o Chapter 11 mais rápido. O processo da Latam durou aproximadamente 2 anos e meio e o da Gol, cerca de 18 meses.

“Na presente data, todas as condições precedentes para a eficácia prevista no plano de reorganização da Azul foram cumpridas ou renunciadas nos termos nele previstos, e o plano tornou-se eficaz e foi substancialmente consumado, culminando na saída da Companhia do Chapter 11″, afirma a aérea, por meio de comunicado.

Posição financeira

No detalhamento da posição financeira da companhia após a saída, a Azul ressalta a desalavancagem. Com a implementação do plano de reorganização, a alavancagem líquida proforma projetada para a saída do processo deverá ficar abaixo de 2,5 vezes. Antes do Chapter 11, o indicador era superior a 5 vezes.

A companhia aérea cita ainda a redução da dívida de empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$ 1,1 bilhão, além de corte de quase 40% na dívida relacionada a arrendamentos de aeronaves.

A Azul também estima diminuição superior a 50% nos pagamentos anuais de juros em comparação aos níveis anteriores ao Chapter 11, bem como redução de cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves.

Até 7,3 trilhões de novas ações

O conselho de administração da Azul aprovou a emissão e alienação de três séries de bônus de subscrição que, se integralmente exercidos, podem resultar na emissão de até cerca de 7,3 trilhões de novas ações ordinárias, segundo ata da reunião realizada na quinta-feira, 19.

A operação está em linha com os compromissos assumidos no plano de reestruturação da companhia no âmbito do Chapter 11.

Os bônus serão destinados à American Airlines, a credores quirografários e à United Airlines, além de determinados credores, observando o direito de preferência dos acionistas. Caso exercidos, os instrumentos darão direito à subscrição de novas ações ordinárias da companhia, dentro do limite do capital autorizado.

  • A primeira série, destinada à American Airlines (ou afiliadas), poderá resultar na subscrição de até 4,86 trilhões de ações ordinárias.
  • A segunda série, voltada a credores quirografários, prevê potencial subscrição de até 1,23 trilhão de ações.
  • A terceira série, direcionada à United Airlines e a determinados credores, poderá envolver até 1,21 trilhão de papéis, caso todos os bônus sejam exercidos.

Os acionistas terão prazo de 30 dias para exercer o direito de preferência, a partir de 23 de fevereiro. Ao fim desse período, a companhia apurará a demanda e definirá a quantidade final de bônus a ser emitida, limitada ao volume efetivamente subscrito.

Na mesma reunião, o Conselho também aprovou, sob condição da consumação do plano do Chapter 11, a eleição de membros para o comitê estratégico da companhia e autorizou a diretoria a praticar os atos necessários à implementação das deliberações.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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