A morte de Alan Greenspan, aos 100 anos de idade, marca o fim de uma era para a economia global. Ele foi o homem que comandou o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, durante décadas de transformações profundas.
Sua gestão ficou marcada pela transição do dólar após o fim da paridade com o ouro e pela percepção de que a tecnologia mudaria tudo. Ele soube ler os sinais de uma nova produtividade que surgia com a revolução dos computadores.
Greenspan foi um mestre em equilibrar o mercado, mas também enfrentou críticas severas por decisões que culminaram em crises históricas, conforme divulgado pelo Estadão.
A revolução silenciosa de Alan Greenspan na economia global
Greenspan assumiu o Fed em um momento crítico, logo após o dólar deixar de ser lastreado no ouro. Isso exigiu que ele criasse novas formas de conduzir a política monetária e gerasse confiança internacional.
O impacto da tecnologia e dos microchips
Um dos grandes trunfos de sua gestão foi notar que o surgimento do chip de computador estava derrubando custos de produção. Para ele, a tecnologia era a peça chave que explicava a ausência de inflação no período.
Ao observar as estatísticas da década de 1990, ele percebeu que, mesmo com muita moeda em circulação, os preços não subiam. O motivo era o ganho de eficiência trazido pela tecnologia da informação em todos os setores.
Do estoque manual ao sistema just-in-time
Antes da era digital, o controle de produtos era feito manualmente com planilhas e equipes físicas. O processo de reposição de mercadorias, como um simples sabonete, levava semanas e gerava gastos enormes para as empresas.
Com a internet, a venda no caixa disparou a reposição automática. Esse sistema just-in-time dispensou grandes almoxarifados e reduziu preços, permitindo que o dinheiro circulasse de forma mais fácil e barata na economia.
Desregulamentação e a sombra da crise de 2008
Apesar do sucesso, Greenspan acreditava fervorosamente na autorregulação dos mercados. Ele promoveu a desburocratização e afrouxou a supervisão bancária, o que acabou gerando movimentos especulativos perigosos no setor.
Essa liberdade excessiva resultou na bolha do crédito subprime, que explodiu em 2008. A crise foi a pior desde 1929 e forçou seu sucessor, Ben Bernanke, a injetar montantes bilionários para salvar o sistema financeiro mundial.
A fonte original é o Estadão e você pode ler a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







