O Palácio da Alvorada foi palco de um encontro estratégico nesta quinta-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um grupo de economistas renomados. A reunião marca o início de uma série de diálogos sobre o futuro das contas públicas no Brasil.

O ministro Dario Durigan explicou que o objetivo é ouvir diferentes setores da sociedade civil e do mercado financeiro antes de bater o martelo sobre as próximas ações. O clima do encontro foi descrito como de convergência entre os participantes.

As decisões finais sobre o novo pacote envolvendo as medidas fiscais só devem ser anunciadas após o retorno do presidente de sua viagem internacional para a COP-31, conforme divulgado pelo Estadão.

O que esperar das novas medidas fiscais e o cronograma do governo Lula

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ele e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, trabalharão no afunilamento das propostas nos próximos dias. O foco é garantir que o presidente dê o aval final assim que pousar em solo brasileiro.

“Foi uma reunião que juntou ministros do atual governo, ex-ministros, economistas, que o presidente gostaria de ouvir, como uma primeira conversa de abertura”, destacou Durigan ao explicar que o governo busca um diagnóstico preciso antes de agir.

Diálogo com economistas e setores do mercado

O encontro contou com figuras de peso, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e os ex-ministros Guido Mantega e Fernando Haddad. A ideia é criar uma base sólida de apoio para as medidas fiscais.

Apesar da expectativa, o governo ainda não tratou de pontos específicos do ajuste. Durigan reforçou que o momento é de escuta, indicando que novos encontros com empresários e setores do mercado financeiro devem acontecer nos próximos dias.

Preocupação com a dívida pública e metas fiscais

Um dos pontos centrais que pressionam o governo é a dívida bruta, que atingiu a marca de 82,9% do PIB. Esse crescimento gera instabilidade no mercado e exige uma postura firme em relação ao controle de gastos para garantir a sustentabilidade.

Para tentar acalmar os ânimos, o presidente Lula deve fazer um pronunciamento à nação neste domingo. A expectativa é que ele reforce o compromisso com a responsabilidade fiscal, conectando as contas em ordem com a manutenção de programas sociais.

Rejeição a ideias polêmicas sobre teto de juros

O governo também aproveitou para afastar rumores sobre propostas heterodoxas. Durigan criticou a ideia de limitar os juros no país, proposta recentemente pelo economista André Lara Resende, classificando a sugestão como incipiente e com deficiências.

A gestão atual defende um ajuste gradual e focado em metas reais. “Não há nada nesse sentido sobre a mesa, é importante deixar claro”, afirmou o ministro, buscando afastar o temor de intervenções que poderiam gerar crises severas na economia nacional.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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