O mercado financeiro global foi abalado por uma revelação impressionante envolvendo a maior corretora de ativos digitais do planeta. Um ataque cibernético de proporções inéditas expôs a vulnerabilidade de sistemas que movimentam bilhões diariamente.
Especialistas em segurança apontam que a operação foi minuciosamente planejada para ocorrer em poucos minutos, dificultando qualquer reação imediata. O alvo foi a gigante do setor, colocando investidores e autoridades em alerta máximo.
A autoria do crime aponta para um conhecido grupo de espionagem digital com ligações estatais profundas e um histórico de grandes invasões pelo mundo, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto do ataque hacker à Binance e a conexão com a Coreia do Norte
O grupo de hackers TraderTraitor, que possui associações diretas com a Coreia do Norte, foi identificado como o principal responsável pelo ataque à Binance. A empresa de inteligência TRM Labs afirmou ter alta confiança nessa conclusão.
A investida criminosa atingiu a marca impressionante de US$ 6,3 bilhões em ativos. Desse montante total, as autoridades e a corretora conseguiram congelar aproximadamente US$ 3 bilhões, tentando minimizar o prejuízo histórico causado pelos invasores.
A ligação com o grupo TraderTraitor
O TraderTraitor é um braço do famoso Lazarus Group, uma organização cibernética ligada ao governo norte-coreano. O grupo ficou mundialmente conhecido em 2014, após invadir os sistemas da Sony Pictures por causa de um filme satírico.
Além da Binance, os hackers foram responsabilizados pelo roubo na corretora Bybit em fevereiro de 2025. Naquela ocasião, cerca de US$ 1,5 bilhão em criptomoedas foram roubados, em uma operação que também contou com o monitoramento atento do FBI.
Detalhes do ataque bilionário
Segundo análises técnicas, o invasor movimentou os valores por meio de carteiras em dez redes diferentes de criptomoedas. A maior parte das transferências foi concentrada em apenas 20 minutos, demonstrando uma velocidade e coordenação técnica incomuns.
Isso tornaria o ataque o maior roubo de criptomoedas já registrado, segundo a empresa TRM Labs. A estratégia de pulverizar os ativos em diversas redes dificulta o rastreio imediato pelas agências de segurança internacional.
Medidas de segurança e recuperação
A Coreia do Norte utiliza esses ataques como uma fonte vital de divisas estrangeiras, já que o país sofre severas sanções internacionais. O roubo de ativos digitais tornou-se uma ferramenta financeira para o regime de Kim Jong-un.
Em resposta ao incidente, a Binance suspendeu temporariamente depósitos e saques para realizar verificações. A corretora reforçou que está colaborando com empresas especializadas e autoridades para tentar recuperar os fundos e identificar todos os envolvidos.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo






