A notícia de que a Volkswagen vai fechar quatro fábricas na Alemanha e demitir cerca de 50 mil funcionários pegou o mercado automotivo de surpresa, gerando incertezas globais sobre o futuro da marca.
Apesar do cenário pessimista no exterior, a chefia global da montadora garante que as operações brasileiras estão protegidas e devem seguir um caminho de crescimento e estabilidade nos próximos anos.
A estratégia foca na regionalização da produção e no desenvolvimento de veículos específicos para o mercado local, visando maior eficiência, conforme divulgado pelo Estadão.
Volkswagen garante investimentos no Brasil apesar da crise na Europa
“Nosso plano é investir em desenvolvimento e produção cada vez mais localizada nas regiões. E, se queremos fazer isso, não tem sentido ter uma estrutura tão ampla na Alemanha e cortar emprego em países como o Brasil”, afirmou Kai Grünitz.
Atualmente, a montadora mantém quatro complexos industriais ativos no País, localizados em São Bernardo do Campo, Taubaté, São José dos Pinhais e uma unidade de motores em São Carlos, no interior paulista.
O sucesso da engenharia nacional e novos projetos
O centro de design brasileiro ganhou destaque global após o sucesso do Nivus. Agora, a equipe lidera o projeto da Tukan, modelo que ainda não foi lançado, mas já possui produção internacional confirmada.
Nos últimos anos, a operação brasileira voltou a registrar lucros, impulsionada por produtos com melhores margens e uma posição sólida no mercado nacional, mesmo diante da forte investida das marcas chinesas.
Lições das crises passadas e o desafio chinês
Segundo Grünitz, a empresa sabe lidar com turbulências. Ele lembrou que nos anos 70 e 90 a marca superou crises profundas que muitos especialistas acreditavam ser o fim definitivo da tradicional companhia alemã.
O executivo admite que o cenário atual é desafiador devido aos novos competidores. “A situação também é gerada por novos competidores, dessa vez chineses, e pela necessidade de localização”, explicou o conselheiro.
“O nosso tempo para desenvolver um produto passava de 52 meses. Os chineses fazem um novo projeto em menos de 18 meses, por isso estamos reduzindo esse prazo também”, revelou Grünitz sobre a nova agilidade da marca.
A fonte original deste conteúdo é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através deste link: Estadão | Jornal do Carro.






