A cerimônia de entrega do Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar, realizada pela FIA Business School e o Estadão, destaca as empresas que oferecem as melhores condições aos seus colaboradores.
A pesquisa revela que organizações premiadas apresentam índices menores de esgotamento mental e rotatividade, reforçando a importância de uma gestão de pessoas eficiente e acolhedora.
O levantamento contou com a participação de centenas de empresas e milhares de profissionais, consolidando dados valiosos sobre o mercado corporativo, conforme divulgado pelo Estadão.
Gestão estratégica no Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar
De acordo com o levantamento, apenas 13% dos funcionários das empresas reconhecidas relatam níveis excessivos de estresse. Entre os trabalhadores das demais organizações, o índice sobe para 18%.
As ações para favorecer o equilíbrio entre vida pessoal e profissional são adotadas por 64% das empresas reconhecidas no Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar, ante apenas 26% das outras participantes.
As diferenças também surgem nas políticas de carreira. Entre as premiadas, 55% divulgam planos de carreira e requisitos para progressão profissional, enquanto o índice cai para 15% nas demais empresas.
Liderança e inovação como diferenciais
A preparação dos gestores é um aspecto central. Entre as empresas reconhecidas, 96% mantêm práticas formais de desenvolvimento de lideranças, garantindo que o comando esteja alinhado aos valores do negócio.
A tolerância a erros não intencionais durante processos de inovação é mais frequente nas premiadas, 48% adotam essa postura, criando um ambiente seguro para o crescimento, contra 20% das outras organizações.
Para Lina Nakata, pesquisadora da FIA Business School, “Critérios claros para remuneração e carreira, recursos para trabalhar e gestores preparados ajudam a sustentar essa relação” no dia a dia corporativo.
O papel fundamental do RH e dos gestores
Para a especialista, a distância entre as políticas de recursos humanos e a experiência cotidiana dos trabalhadores diminui quando os gestores assumem a responsabilidade direta pela gestão das equipes.
Lina alerta que as políticas perdem força quando os líderes delegam essa função apenas ao RH. “Quando os gestores delegam essa função, as práticas da organização não acontecem”, afirma a pesquisadora.
Além disso, o uso de referências de mercado para definir salários é adotado por 76% das organizações premiadas, o que aumenta a percepção de justiça na remuneração em comparação com as outras empresas.
Metodologia e avaliação rigorosa
A metodologia da premiação conecta a análise dos funcionários com informações sobre as práticas de gestão. O índice i-FEEx atribui 60% do peso à avaliação do clima organizacional feita pelos próprios colaboradores.
Os outros 40% são divididos entre práticas de gestão, conexão com a empresa e avaliação da alta direção. O processo inclui auditorias rigorosas para evitar inconsistências nos dados apresentados pelas empresas.
As organizações são avaliadas em diferentes faixas de porte, garantindo uma competição justa entre pequenas e grandes corporações, focando sempre na qualidade de vida e no reconhecimento profissional.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo






