Para os multimilionários do Brasil, comprar ou vender uma mansão não envolve placas de vende-se ou anúncios em sites populares. Pelo contrário, a discrição absoluta é o que dita o ritmo dessas negociações.
Esse mercado paralelo, conhecido como off-market, movimenta fortunas em bairros nobres de São Paulo e condomínios de luxo. A negociação ocorre em círculos fechados e exige uma relação de confiança mútua.
Seja por questões de segurança ou para evitar exposição pública, o sigilo domina as transações de propriedades que superam facilmente os R$ 50 milhões, conforme divulgado pelo Estadão.
A dinâmica da venda de imóveis de alto padrão sob sigilo
No Brasil, a venda de um imóvel de alto padrão pode levar, em média, 13 meses. Contudo, no segmento dos ultrarricos, três em cada dez negócios são fechados sem que a propriedade jamais tenha sido anunciada publicamente.
Especialistas explicam que imóveis em bairros como Vila Nova Conceição e Jardins, ou em condomínios como a Fazenda Boa Vista, são tratados como produtos atrás do balcão, oferecidos apenas para clientes selecionados.
Por que os ultrarricos fogem dos anúncios públicos?
A preocupação com a segurança da família é o motivo principal para evitar a publicidade. Expor fotos de ambientes internos de uma mansão de R$ 70 milhões pode atrair criminosos interessados em bens valiosos.
Outro fator relevante é o risco reputacional. Executivos de alto escalão e personalidades da mídia buscam evitar que sua rotina ou mudanças patrimoniais virem alvo de fofocas ou especulações desnecessárias no mercado.
Há também os casos onde o comprador aparece sem o imóvel estar à venda. Nessas situações, paga-se um valor acima do mercado, quase um pedágio, para convencer o atual proprietário a deixar a residência luxuosa.
O papel dos consultores e a triagem rigorosa
Os corretores desse nicho se comportam como advisors, mantendo relações contínuas com os clientes, similares às de um banqueiro ou advogado. Eles fazem uma triagem rigorosa da idoneidade e capacidade financeira.
Antes de qualquer visita, a imobiliária verifica a fonte dos recursos do interessado. Isso evita riscos legais e questionamentos fiscais futuros, garantindo que o negócio seja tão limpo quanto discreto para ambas as partes.
Pagamento diferenciado e até aval de astrólogos
O financiamento bancário tradicional é raro. Os compradores utilizam holdings patrimoniais e operações estruturadas de crédito, com garantias robustas e prazos mais curtos, geralmente de três a cinco anos.
Surpreendentemente, a decisão final pode envolver mais do que técnica. Além de arquitetos e advogados, alguns compradores consultam astrólogos para analisar a numerologia e a energia do endereço da nova unidade.
A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa neste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







