A Receita Federal anunciou nesta quinta-feira que a arrecadação de impostos e contribuições atingiu a marca de R$ 239,384 bilhões em setembro. O valor representa um marco histórico para o mês.
Esse desempenho reflete um crescimento real de 5,62% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo o maior montante registrado para setembro desde o início da série histórica, em 2000.
Os dados mostram que o governo federal segue batendo recordes sucessivos em suas contas, superando inclusive as projeções do mercado financeiro, conforme divulgado pelo Estadão.
Arrecadação federal recorde impulsionada por setores estratégicos
Desempenho do Imposto de Renda e Previdência
O IRPJ e a CSLL juntos somaram R$ 29,820 bilhões, um avanço de 1,06% em comparação a 2025. O IRRF sobre rendimentos de capital também saltou 9,87%, chegando a R$ 12,061 bilhões no período.
Esse crescimento no Imposto de Renda de capital é explicado pela tributação de dividendos, a partir de 2026, e pelo aumento nas aplicações de renda fixa, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.
Já a Receita Previdenciária alcançou R$ 64,588 bilhões, subindo 6,18%. Esse resultado está associado à expansão da massa salarial e a um aumento real de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional.
Impacto da exportação de petróleo e IOF
Um dos grandes destaques foi o imposto de exportação de petróleo, que rendeu R$ 2,943 bilhões apenas em setembro, criado para garantir o abastecimento nacional durante crises no Oriente Médio.
Por outro lado, o IOF registrou uma arrecadação de R$ 8,041 bilhões no mês. No acumulado do ano, essa rubrica cresceu 19,49% após o governo aumentar a alíquota em junho de 2025, turbinando os ganhos.
A arrecadação atípica no ano já soma R$ 23,869 bilhões. Desse total, R$ 11 bilhões vieram de IRPJ e CSLL, enquanto R$ 12,869 bilhões foram gerados pelo imposto sobre a exportação de petróleo.
Mudanças legislativas e o futuro das fintechs
O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram R$ 466,555 bilhões no ano, alta de 4,10%. O resultado foi ajudado pelo volume de vendas e serviços, além da recuperação de setores inseridos no programa Perse.
Recentemente, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas para fintechs, bets e Juros sobre Capital Próprio (JCP), junto com um projeto que reduz diversos benefícios fiscais em cerca de 10%.
As fintechs verão a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido subir de forma escalonada, chegando a 15% em 2028, o que deve continuar pressionando a arrecadação para cima nos próximos exercícios.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.





