O planejamento financeiro do governo federal para os próximos anos já está em pauta, trazendo projeções importantes para a infraestrutura nacional e a mobilidade de cargas e pessoas.
De acordo com os novos levantamentos, o cenário futuro aponta para uma retração orçamentária que pode preocupar especialistas, especialmente pela diferença entre a necessidade real e os valores previstos.
Os dados detalham como o governo pretende dividir os recursos entre rodovias, ferrovias e portos nos próximos ciclos, conforme divulgado pelo Estadão.
Cenário dos investimentos no setor de transportes para 2027
Os investimentos no setor de transportes previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 somam R$ 16,07 bilhões, unindo os orçamentos da União e de empresas estatais federais.
Apesar de uma leve variação positiva no orçamento direto da União, a queda global é puxada pela redução drástica nos recursos destinados às empresas estatais, que devem encolher significativamente no período.
Rodovias concentram a maior parte dos recursos
O setor rodoviário continua sendo a prioridade absoluta do governo, com R$ 12,46 bilhões reservados, o que representa mais de 85% de todo o montante destinado às subfunções de transporte no país.
No entanto, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) alerta que o valor é insuficiente, pois seriam necessários cerca de R$ 49,93 bilhões para atender as demandas reais das rodovias federais hoje.
Impacto nas ferrovias e outros modais
Outros meios de transporte receberão fatias bem menores do bolo orçamentário. O transporte ferroviário tem previsão de R$ 808,61 milhões, enquanto o setor aquaviário fica com apenas R$ 640,73 milhões.
O setor aéreo aparece com a menor reserva entre os citados, somando R$ 212,61 milhões, o que evidencia a concentração de esforços nas estradas em detrimento da diversificação da matriz de transportes.
Mudanças nos ministérios e nas estatais
No orçamento das estatais, como Infraero e Companhia das Docas, os investimentos recuam de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão, afetando diretamente a modernização e expansão de portos e aeroportos.
Já o Ministério dos Transportes deve manter uma estabilidade relativa, com R$ 13,67 bilhões previstos para 2027, garantindo a continuidade de algumas obras sob a gestão direta do Dnit.
A fonte original deste conteúdo é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa clicando no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







