A advogada e influenciadora Gabriela Prioli está no centro de uma polêmica envolvendo o Banco Master. Mensagens vazadas revelam os bastidores de uma suposta operação oculta.
O conteúdo, que era apresentado aos seguidores como opinião orgânica e isenta, seria fruto de um contrato comercial de 12 meses. O material seguia roteiros aprovados pela cúpula do banco.
As informações trazem detalhes sobre uma rede de influenciadores financiada para defender os negócios da instituição e atacar a imprensa, conforme divulgado pelo Estadão.
Detalhes do contrato entre Gabriela Prioli e o Banco Master
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sugerem que Prioli atuava sob contrato. O objetivo principal era promover a imagem positiva da instituição financeira.
Segundo os diálogos, a influenciadora seguia roteiros submetidos à aprovação de Vorcaro. Isso contraria a postura pública de Prioli, que alegava falar sobre o banco apenas como uma interessada.
A superintendente de marketing da época, Ana Matos, teria confirmado a assinatura do contrato. Ela detalhou que Prioli fazia parte de um grupo financiado para rebater notícias negativas.
Roteiros aprovados e mensagens comprometedoras
As conversas mostram que a apresentadora enviava seus vídeos para aprovação prévia da equipe de Vorcaro. O banqueiro chegou a elogiar a parceria, chamando-a de melhor estratégia de todas.
Em um dos diálogos, o dono do banco sugeriu que ela citasse ataques e notícias falsas para defendê-lo. A equipe de marketing afirmou que ela absorveu os pedidos de edição feitos pelo banqueiro.
Prioli justificava os vídeos dizendo que iniciaria uma série sobre dinheiro. No entanto, as mensagens sugerem que cada ponto abordado era monitorado de perto pela diretoria do Banco Master.
A tropa de choque digital do banco
O Banco Master teria contratado cerca de 15 influenciadores, de diferentes vertentes políticas, para formar uma defesa digital. O foco era blindar a instituição de investigações em curso.
Prioli gravou vídeos defendendo que os investimentos em CDBs do banco eram seguros. Em uma dessas produções, ela afirmou que o aporte era garantido pelo FGC, o que incentivava os investidores.
Ana Matos relatou em mensagens que a estratégia era mantida em sigilo. Quando questionada por terceiros sobre a contratação de Prioli, a funcionária afirmou que fazia de tonta para não revelar.
O que dizem os envolvidos sobre a denúncia
Em janeiro deste ano, a apresentadora publicou um vídeo negando qualquer contratação pelo Banco Master. Ela afirmou que não participou de redes para atacar órgãos como o Banco Central.
Até o fechamento desta reportagem, Gabriela Prioli não se manifestou sobre os novos diálogos revelados. A defesa de Daniel Vorcaro e de Ana Matos também não enviou respostas oficiais.
As publicações citadas nas mensagens teriam sido apagadas das redes sociais da influenciadora. O caso segue repercutindo no mercado financeiro e no setor de marketing de influência brasileiro.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







