A polarização política no Brasil ganha um novo capítulo com a mobilização de grandes lideranças. Um grupo de quase 400 empresários e especialistas decidiu unir forças para influenciar o rumo do país.
O movimento resultou na criação de uma carta de compromisso que aborda temas cruciais, como a reforma tributária e a manutenção das instituições democráticas, visando garantir estabilidade econômica.
O documento será entregue aos principais candidatos para assegurar que as prioridades da sociedade civil sejam ouvidas e respeitadas, conforme divulgado pelo Estadão.
Desafios e propostas para a reforma tributária no próximo governo
Assim que as urnas do primeiro turno das eleições 2026 foram fechadas, o Grupo Parlatório começou a debater como contribuir de maneira pragmática para o cenário que estava se desenhando no país.
O grupo, formado por cerca de 380 empresários, executivos e ex-autoridades, resolveu realizar um trabalho apartidário e coletivo. O foco é trazer convergência e governança para a próxima gestão federal.
Segundo o economista Roberto Gianetti da Fonseca, coordenador técnico da iniciativa, o objetivo é apresentar aspirações claras da sociedade civil para Lula e Flávio Bolsonaro nos próximos dias.
Uma união suprapartidária pelo desenvolvimento
O documento possui 39 páginas e foi estruturado em 14 pilares temáticos. Cada capítulo foi organizado por especialistas renomados em suas áreas, garantindo consistência técnica às propostas apresentadas.
Entre os colaboradores estão o embaixador Rubens Barbosa, que tratou de Relações Internacionais, e Viviane Senna, que se dedicou à educação. O presidente da Febraban, Isaac Sidney, cuidou do setor financeiro.
Gianetti afirma que o documento mostra que o presidente eleito não terá um cheque em branco. Tendo o candidato assinado ou não, a sociedade continuará cobrando, pois o Brasil não pode mais perder tempo.
Os 14 pilares para o futuro do Brasil
A carta começa pelo respeito às regras democráticas e preservação das instituições. Além disso, destaca a importância da reforma tributária, da responsabilidade fiscal e da segurança jurídica no país.
Outros temas fundamentais incluem saúde pública, vacinação, meio ambiente e combate ao crime organizado. O grupo também sugere mudanças profundas na desburocratização dos serviços públicos e na reforma do Estado.
O foco é criar um ambiente favorável à produção, emprego e produtividade. O plano contou com a contribuição de alguns dos melhores profissionais de suas áreas, visando um compromisso moral com o desenvolvimento.
Metas para os primeiros 100 dias de gestão
O texto propõe ações imediatas, com algumas tarefas iniciando já no primeiro mês de governo. Entre as prioridades estão o fortalecimento da imunização nacional e negociações estratégicas com os Estados Unidos.
Para os primeiros cem dias, o grupo sugere uma agenda nacional de produtividade. Há também metas estabelecidas para o primeiro ano, buscando resultados rápidos em áreas sensíveis como a reforma tributária.
O Grupo Parlatório, criado durante a pandemia, reúne lideranças de diferentes estados e matizes políticas. A intenção é que as ideias sirvam de fonte de análise para quem assumir o Palácio do Planalto em 2027.
A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa neste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







