O governo federal anunciou uma medida drástica para tentar conter o avanço nos preços dos combustíveis em todo o país. O foco principal é aliviar o bolso do consumidor final diante das recentes instabilidades globais.
A decisão envolve a desoneração total de tributos federais, o que deve impactar diretamente o valor cobrado nas bombas. Além da gasolina, outros insumos importantes para a economia nacional também receberão incentivos.
Essa movimentação ocorre em um momento estratégico e busca garantir a estabilidade econômica até o fim do mês, conforme divulgado pelo Estadão.
Entenda a redução no preço da gasolina e a isenção de impostos federais
O impacto direto no valor do litro
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, confirmou que o governo vai zerar a tributação federal sobre a gasolina. A desoneração será de R$ 0,89 por litro, referente à cobrança atual de PIS/Cofins e Cide.
O impacto financeiro dessa medida saltou de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões mensais. Segundo o governo, o aumento da desoneração busca equilibrar os preços, que estão acima do nível visto antes dos conflitos no Oriente Médio.
A validade inicial da medida é de um mês. O governo sustenta que a ação respeita a neutralidade fiscal, utilizando o aumento da arrecadação com a alta do petróleo para cobrir o custo dessa redução de tributos.
Subsídios para o diesel e etanol
Dario Durigan, ministro da Fazenda, explicou que a estratégia inclui desonerar o etanol hidratado. Além disso, haverá uma ampliação nas subvenções destinadas tanto ao etanol quanto ao óleo diesel em todo o território.
Para financiar essas ações, o governo utilizará recursos extras vindos da própria valorização do petróleo. Os ministros afirmam que a medida é essencial para proteger o poder de compra e a renda das famílias brasileiras.
“É uma prova real do quanto as medidas que temos adotado acabam mitigando e surtindo efeito na renda das famílias”, afirmou Durigan, comparando o IPCA atual com índices registrados em períodos anteriores de guerra.
Garantia de abastecimento e estoque
O Ministério de Minas e Energia garantiu que o estoque de diesel está em níveis seguros. Renato Dutra, secretário nacional da pasta, afirmou que o abastecimento para o mês de outubro está totalmente assegurado no mercado.
A oferta atual de derivado do petróleo é cerca de 6% superior à demanda nacional. A expectativa das autoridades é que as importações correspondam a aproximadamente um terço de toda a oferta mensal necessária para o País.
Atualmente, o Brasil possui quase 2 mil metros cúbicos de óleo diesel estocados. Esse volume garante 15 dias de demanda total, trazendo tranquilidade para o planejamento das atividades econômicas e do transporte de cargas.
A fonte original é o Estadão e a notícia completa pode ser lida através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo






