O cenário econômico brasileiro apresentou uma mudança significativa no mês de setembro, com a inflação oficial voltando a subir após um breve período de deflação registrado no mês anterior.
Os consumidores sentiram o impacto principalmente em contas essenciais, como a de luz, e no preço de itens básicos da feira, o que pressiona o orçamento das famílias em todo o país.
A variação do índice reflete ajustes em tarifas e o fim de benefícios temporários que ajudavam a segurar os preços, conforme divulgado pelo Estadão.
Entenda os motivos da alta do IPCA de setembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,82%, revertendo a queda de 0,32% vista em agosto, segundo dados oficiais do IBGE.
A taxa acumulada no ano atingiu 3,95%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses somou 4,58%, ficando muito próximo do teto das estimativas previstas por analistas do mercado financeiro.
Energia elétrica impulsiona o grupo habitação
O setor de habitação registrou a maior alta e impacto no índice, com destaque para a energia elétrica residencial, que saltou 7,89% e foi o principal vilão do mês.
Esse aumento ocorreu pelo fim da incorporação do bônus de Itaipu nas faturas e pela vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona taxas extras a cada 100 Kwh consumidos.
Além disso, o instituto citou a incorporação de reajustes tarifários em cidades como Belém e São Luís, embora Rio Branco e Fortaleza tenham registrado reduções nas tarifas locais.
Alimentos voltam a subir no prato do brasileiro
Após três recuos consecutivos, o grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 0,83% em setembro. A alimentação no domicílio subiu 0,96% devido a itens específicos da cesta básica.
Os grandes destaques de alta foram o tomate (37,76%), a batata-inglesa (24,07%) e a cebola (10,14%), enquanto as carnes tiveram uma leve subida de 0,63% no período analisado.
Por outro lado, o consumidor encontrou algum alívio nos preços do frango inteiro e em pedaços, além das frutas, que apresentaram queda e ajudaram a equilibrar minimamente o grupo.
Transportes e passagens aéreas pesam no orçamento
O setor de transportes também mudou de rota e registrou alta de 0,89% em setembro, influenciado diretamente pelo avanço expressivo de 9,66% nos preços das passagens aéreas.
Os combustíveis também subiram 1,41%, com o etanol avançando 3,16% e o óleo diesel 1,69%. A gasolina, combustível de maior peso, teve um aumento de 1,21% nas bombas.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível no link: https://www.estadao.com.br/economia/inflacao-ipca-ibge-setembro-2026/





