A revolução da inteligência artificial está apenas no começo e promete movimentar trilhões de dólares nos próximos anos. Muitos temem uma bolha, mas a Nvidia garante que o potencial ainda é imenso.
No Brasil, as mudanças na tributação e o uso de energia renovável colocam o país em posição estratégica para atrair novos investimentos. O objetivo é transformar a produtividade e a soberania tecnológica local.
Em entrevista, o executivo Marcel Saraiva detalhou como essas mudanças afetarão o mercado e por que a tecnologia não deve ser temida. Acompanhe os detalhes, conforme divulgado pelo Estadão.
Inteligência artificial e o fim do mito da bolha tecnológica
Para Marcel Saraiva, diretor da Nvidia, o mercado de tecnologia está longe de atingir um limite. Ele refuta as críticas sobre uma possível bolha, afirmando que a maturidade no uso da IA ainda é muito baixa.
“Sobre a tese de bolha, não acreditamos nisso porque estamos só começando. Se todo mundo estivesse usando a tecnologia, difundida em todas as camadas, desde o colégio até a Nasa, aí estaríamos no limite”, afirma.
A empresa, que viu seu valor de mercado saltar 1.200% desde o lançamento do ChatGPT, acredita que ainda existe um espaço enorme para expansão em diversas profissões e setores industriais ao redor do globo.
O impacto do Redata e a competitividade do Brasil
O executivo destacou a importância do Redata, regime que cria incentivos para data centers no Brasil. Segundo ele, o custo de processamento no país era o mais caro do mundo, o que mudará com a nova lei.
“O custo do token é impactado por energia, infraestrutura e custo dos equipamentos. No Brasil pré-Redata, era o mais caro do planeta. Agora esse jogo muda”, explica o diretor sobre a competitividade nacional.
Com a nova legislação, empresas que buscam isenção tributária deverão investir em pesquisa e desenvolvimento no país. Isso deve movimentar o ecossistema de startups e fortalecer a soberania digital brasileira.
O futuro do trabalho com agentes de IA
Sobre o medo do desemprego, Saraiva é otimista. Ele acredita que a inteligência artificial vai transformar as funções, permitindo que as empresas cresçam e, consequentemente, contratem mais pessoas qualificadas.
A meta da Nvidia é que cada profissional consiga gerenciar cerca de 100 agentes de IA. Esses assistentes automatizam tarefas repetitivas, liberando tempo para análises estratégicas e o verdadeiro valor humano.
No setor jurídico, por exemplo, jovens advogados podem usar a tecnologia para revisar contratos rapidamente. Assim, eles ganham experiência em negociações e interações com clientes muito mais cedo em suas carreiras.
A próxima fronteira: IA física e robótica
A grande aposta para o futuro próximo é a IA Física. Essa tecnologia consiste em ensinar conceitos do mundo real para as máquinas, permitindo que robôs compreendam o ambiente e ajustem ações em tempo real.
Essa inovação deve revolucionar a automação industrial e a robótica doméstica. Segundo o executivo, o impacto financeiro dessa nova fase será ainda maior do que o visto atualmente no mercado de software.
Apesar da escassez global de chips, a Nvidia trabalha para expandir a produção junto aos seus parceiros. A demanda continua alta, com pedidos que já somam trilhões de dólares para os próximos anos de operação.
A fonte original desta notícia é o Estadão.






