O mercado global de mineração acaba de ser sacudido por uma movimentação bilionária que coloca o Brasil no centro da estratégia mundial de tecnologia e energia limpa.
A companhia australiana Lynas Rare Earths fechou um acordo para adquirir o controle total da Meteoric Resources, assumindo uma das reservas mais valiosas do planeta.
O foco principal da transação é o Projeto Caldeira, localizado em solo mineiro, o que representa um passo enorme para a produção de terras raras em Minas Gerais, conforme divulgado pelo Estadão.
A relevância estratégica das terras raras em Minas Gerais
A australiana Lynas Rare Earths informou que assinou um acordo vinculante para adquirir 100% da Meteoric Resources, operação que reúne o projeto Caldeira aos seus ativos atuais.
A reserva, localizada em Poços de Caldas, é descrita como a maior reserva conhecida de argila iônica com recursos de óxidos de terras raras fora da China, sob o padrão internacional JORC.
A proposta prevê uma troca de ações, onde os acionistas da Meteoric receberão 0,0207 ação da Lynas por cada papel que possuem, totalizando cerca de R$ 3,48 bilhões na cotação atual.
Potencial de produção e viabilidade técnica
Segundo a empresa, o projeto já possui estudo de viabilidade definitivo concluído, com potencial de produção média anual estimada de 3.862 toneladas de NdPr ao longo da vida útil da mina.
Além disso, o site deve produzir cerca de 127 toneladas de DyTb, elementos essenciais para a fabricação de ímãs de alta potência usados em motores de carros elétricos e turbinas eólicas.
A Lynas planeja manter a equipe atual da Meteoric e já avalia oportunidades para realizar o processamento downstream diretamente no Brasil, agregando valor à cadeia produtiva nacional.
Investimento imediato e apoio administrativo
Como parte do acordo, a Lynas prevê uma linha de financiamento de até 110 milhões de dólares australianos para que a Meteoric siga com o desenvolvimento do projeto e custos de transação.
O primeiro desembolso, de 35 milhões de dólares australianos, deve ocorrer logo após a assinatura, garantindo que o cronograma de instalação da Mineração 4.0 não sofra atrasos significativos.
A administração da Meteoric recomendou a aprovação da venda, desde que não surja uma proposta superior e que o parecer de especialistas independentes seja favorável ao negócio.
Liderança global no mercado de minérios
O presidente do conselho da Lynas, John Humphrey, afirmou que “expandir as operações para um novo país ajudará a Lynas a manter sua posição de liderança na cadeia global de suprimento de terras raras”.
Já Andrew Tunks, presidente da Meteoric, disse que a transação “valida a qualidade do projeto” e que a Lynas traria “expertise técnica, credibilidade global e força de balanço para acelerar” o projeto.
Com essa aquisição, o Brasil se consolida como uma alternativa viável ao domínio chinês no setor, utilizando tecnologias de ponta como veículos autônomos e gestão de dados em tempo real.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







