Para que a inteligência artificial realmente funcione no ambiente empresarial, não basta apenas instalar ferramentas da moda. É preciso que a tecnologia entenda profundamente as regras do negócio.
Atualmente, muitas corporações percebem que sistemas generalistas não resolvem problemas específicos. O grande diferencial agora é utilizar agentes que acessam o verdadeiro cérebro das organizações.
Esse novo cenário exige governança e processos estruturados para evitar riscos operacionais e garantir eficiência, transformando dados brutos em decisões seguras, conforme divulgado pelo Estadão.
A força da inteligência artificial no ambiente empresarial focada em resultados
Sistemas construídos para o mundo corporativo precisam considerar as particularidades de cada setor. Ter a memória da empresa passa a ser fundamental para que a inteligência artificial seja efetiva.
Os agentes de IA que utilizam uma estrutura com décadas de conhecimento sobre processos e dados industriais tendem a ser mais robustos e confiáveis para a tomada de decisão estratégica em tempo real.
Contexto e o cérebro das organizações
Segundo Adriana Aroulho, presidente da SAP América Latina e Caribe, “Os agentes de IA são tão poderosos quanto o contexto que eles acessam. No nosso caso, eles raciocinam sobre o cérebro das organizações”.
Isso significa que a ferramenta não apenas responde a comandos, mas interpreta demandas com base em regras e informações que já fazem parte da operação diária de cada companhia, gerando valor real.
Jan Gilg, presidente da SAP para as Américas, reforça que a prioridade deve ser o valor gerado, e não o recurso técnico, pois os clientes buscam menos fricção e acesso rápido à inovação.
Lições práticas de grandes empresas brasileiras
Durante o evento SAP NOW AI Tour Brazil 2026, executivos da Copel e do Grupo Edson Queiroz discutiram como a governança é vital para reagir a transformações e eventos climáticos extremos.
A Copel, por exemplo, conseguiu restabelecer o serviço para 92% dos clientes em tempo recorde após uma tempestade severa. Para o presidente Daniel Slaviero, “Essa reação não começa no dia da crise”.
Já o Grupo Edson Queiroz focou na revisão de processos críticos antes de implementar novas tecnologias. Eles mapearam milhares de requisitos técnicos para garantir que o sistema sustentasse a operação.
O perigo do uso informal de ferramentas de IA
Um grande desafio atual no ambiente empresarial é o uso de ferramentas de terceiros sem supervisão formal. Cerca de 82% das companhias brasileiras enfrentam esse fenômeno, segundo a Oxford Economics.
Além disso, 80% das empresas no país já lidaram com resultados de baixa qualidade gerados por IA. Isso causa retrabalho e atrasos, mostrando que a tecnologia sem controle pode ser prejudicial.
Adriana Aroulho alerta que, em processos críticos, uma margem de acerto de 80% é perigosa. Para a executiva, essa falta de precisão absoluta representa um risco que os negócios não podem correr.
O futuro da integração tecnológica
O objetivo não é apenas inserir mais tecnologia, mas criar condições para que ela participe dos processos com total confiabilidade. A natureza do software está mudando para ser mais integrada e inteligente.
Como explicou Rui Botelho, presidente da SAP Brasil, “A IA não vai substituir o software, mas vai viver dentro dele, integrada aos processos que fazem a empresa funcionar” no dia a dia.
Portanto, o sucesso da inteligência artificial no ambiente empresarial depende de uma base sólida de dados e processos organizados, permitindo que a inovação seja um motor de crescimento seguro.
A fonte original desta notícia é o Estadão e pode ser acessada integralmente em: Estadão | Foco total no negócio.







