O setor de construção civil ganha um novo fôlego com a ascensão de fintechs especializadas. A Makasí surge com a missão de atender pequenos e médios empreendedores que encontram portas fechadas nos grandes bancos tradicionais.

Com uma estratégia baseada em tecnologia, a startup quer transformar a forma como as obras são financiadas no Brasil. O foco está em quem precisa de capital, mas não possui as garantias complexas exigidas pelo mercado financeiro comum.

A empresa está em uma rota de crescimento acelerado e já planeja atingir números bilionários nos próximos anos, consolidando sua presença no mercado imobiliário nacional, conforme divulgado pelo Estadão.

O plano da Makasí para democratizar o crédito para construção

“No futuro, queremos ser o Nubank do crédito para a construção. Assim como o Nubank democratizou o crédito para a população de menor renda, queremos atender uma cadeia que carece de soluções financeiras”, afirmou Caio Bonatto, co-fundador da fintech.

Enquanto os grandes bancos restringem o crédito para construção a empresas gigantes, a Makasí foca na base da pirâmide. O objetivo é oferecer recursos para quem realmente movimenta os canteiros de obras em todo o país de forma ágil.

Inteligência artificial no canteiro de obras

Para mitigar riscos, a fintech utiliza inteligência artificial proprietária e monitoramento remoto. Através de fotos e vídeos, a empresa acompanha a evolução real de cada etapa, garantindo que o dinheiro seja aplicado corretamente na obra.

A lógica adotada é a de project finance, onde o financiamento é casado com o orçamento preciso do projeto. Isso evita que o construtor tome menos ou mais capital do que o necessário, mantendo a saúde financeira do empreendimento.

Metas ambiciosas e solidez financeira

A meta da Makasí é ousada, atingir a marca de R$ 1 bilhão em crédito aprovado até o final de 2026. Esse montante deve abranger mais de 2,8 mil imóveis, gerando um impacto positivo significativo no mercado habitacional brasileiro.

Apesar dos juros altos, a startup mantém a inadimplência em um dígito. Segundo Bonatto, o segredo está na qualidade da carteira e no relacionamento próximo com o empreendedor, o que permite resolver eventuais atrasos de forma personalizada.

Origens e investimento no setor imobiliário

Fundada em 2023, a empresa já captou cerca de R$ 400 milhões em rodadas de investimento. Recentemente, recebeu um aporte de US$ 6 milhões liderado pela VOX Capital, reforçando a confiança dos grandes investidores no modelo de negócio.

Os fundadores trazem bagagem da TecVerde, empresa vendida em 2020 para multinacionais estrangeiras. Essa experiência no setor de construção industrializada é o que sustenta a visão inovadora da nova fintech no mercado brasileiro atual.

A fonte original é o Estadão e pode ser acessada em: Fintech busca crescer e se tornar ‘Nubank’ do crédito da construção.

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