O Banco de Brasília, amplamente conhecido como BRB, anunciou o afastamento de cinco funcionários devido a suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras. As irregularidades estão ligadas a transações com o Banco Master.

A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da instituição após um pedido da corregedoria interna. O objetivo é investigar falhas graves de governança e a conduta de profissionais que ocupavam cargos estratégicos na estrutura do banco.

Em nota oficial, a instituição reforçou que os afastamentos possuem caráter cautelar e não representam uma condenação antecipada dos envolvidos. O processo visa garantir a lisura das apurações internas, conforme divulgado pelo Estadão.

A investigação interna e o impacto no ecossistema do Banco Master

Quem são os servidores afastados pela cúpula do BRB

Embora os nomes não tenham sido divulgados oficialmente, informações apuradas indicam que dois ex-diretores de carreira estão entre os afastados. Eles integravam a diretoria de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

Entre os citados aparecem o ex-diretor de finanças e controladoria, Dario Oswaldo Garcia Júnior, e a ex-diretora de controles e riscos, Luana de Andrade Ribeiro. Eles já haviam sido deslocados para agências após mudanças na gestão.

Por serem servidores concursados, eles continuavam exercendo funções administrativas simples, mas agora deverão aguardar o desfecho do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em casa. Outros três superintendentes também foram suspensos de suas atividades.

Fraude de R$ 17 bilhões e o uso de documentos falsos

A perícia realizada pela Polícia Federal aponta que as fraudes alcançaram a cifra de R$ 17 bilhões. O esquema teria contado com a produção massiva de documentos falsos para validar operações que prejudicaram o patrimônio da instituição pública.

A antiga diretoria teria aprovado a compra bilionária de carteiras do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025. Os investigadores concluíram que a prática se configurou como gestão fraudulenta, descartando a tese de meras falhas administrativas.

Impasse para socorrer o banco e o risco de quebra

O Governo do Distrito Federal busca agora um aporte de R$ 6,6 bilhões para tentar equilibrar o caixa do BRB. No entanto, o Tesouro Nacional resiste em ser fiador do negócio, alegando que o banco se envolveu nos riscos por conta própria.

A situação financeira da instituição agora está sob a análise do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado teme que uma eventual quebra comprometa cerca de R$ 33 bilhões em depósitos judiciais custodiados pelo banco público.

O desfecho do caso depende de negociações entre o GDF, o Fundo Garantidor de Créditos e grandes bancos privados. Enquanto isso, a corregedoria segue com as auditorias para identificar todos os responsáveis pelo rombo financeiro no ecossistema do Master.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original acessando este link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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