A Claro acaba de dar um passo decisivo para consolidar sua liderança no mercado de telecomunicações brasileiro. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou, sem restrições, a aquisição da operadora Desktop.
Essa movimentação bilionária promete acirrar a disputa pela preferência do consumidor paulista, onde a briga pela liderança da banda larga é decidida em detalhes contra a gigante Vivo, atual líder do setor.
O negócio envolve cifras impressionantes e uma reestruturação estratégica que deve impactar centenas de municípios no estado de São Paulo, conforme divulgado pelo Estadão.
O que muda com a compra da Desktop pela Claro
Com o sinal verde do órgão antitruste, a Claro reforça significativamente sua presença em São Paulo. A análise identificou sobreposição das empresas em 198 municípios, mas o risco de concentração foi considerado baixo.
A Superintendência,Geral do Cade concluiu que a presença de outros concorrentes locais e nacionais é suficiente para limitar o poder de mercado da nova gigante, garantindo que o consumidor continue tendo opções de escolha.
Segundo o parecer oficial, as condições de entrada de novos players e a rivalidade existente são capazes de mitigar riscos concorrenciais, mantendo o mercado equilibrado mesmo com a fusão das operações de rede.
Disputa acirrada pela liderança em São Paulo
Atualmente, a Claro possui cerca de 4,5 milhões de clientes no estado, o que representa 28,3% de participação. Com os 1,2 milhão de usuários da Desktop, a operadora chega muito perto da Vivo, que lidera com 31% do mercado.
A Desktop tem uma presença forte no interior paulista, o que permite à Claro expandir sua infraestrutura de fibra óptica de forma acelerada, aproveitando redes já estabelecidas e uma base fiel de consumidores regionais.
A análise técnica indicou que a operadora terá incentivos econômicos para desocupar, gradualmente, as infraestruturas que forem consideradas redundantes após a integração total dos sistemas e das redes de fibra.
Detalhes financeiros da transação de R$ 4 bilhões
O valor total da transação foi fechado em R$ 4 bilhões, sendo que R$ 2,4 bilhões referem,se aos ativos da empresa e R$ 1,6 bilhão correspondem à dívida líquida que será assumida pela Claro no processo.
Nesta primeira fase, a Claro ficará com 73% da operadora, adquirindo 84 milhões de ações de fundos de investimento e de pessoas físicas, incluindo o fundador da empresa, Denio Alves Lindo, que iniciou o negócio em 1997.
A segunda etapa do processo prevê que a operadora faça uma oferta pública para comprar os 27% das ações restantes que ainda circulam no mercado financeiro, consolidando o controle total da companhia adquirida.
O futuro da operação e próximos passos
Antes do aval do Cade, a operação já havia recebido a anuência prévia da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, apesar de sinalizações negativas iniciais que surgiram quando as negociações vazaram em 2025.
A Desktop, que recebeu aportes da HIG Capital em 2020 e abriu capital na Bolsa em 2021, chegou a conversar com a Vivo anteriormente, mas o acordo não avançou devido a divergências sobre o preço final da companhia.
Agora, com todas as aprovações regulatórias garantidas, o mercado de banda larga em São Paulo entra em uma nova fase de competição, o que pode resultar em novas ofertas e pacotes de serviços para os usuários finais.
A fonte original desta notícia é o Estadão.






