O mercado corporativo brasileiro vive um momento de profunda transição, onde nomes históricos dão lugar a novos perfis de liderança. O avanço da inteligência artificial e a chegada da geração Z forçaram uma mudança de postura.
Se antes os colegiados atuavam apenas como fiscalizadores, hoje eles assumem um papel estratégico e operacional mais intenso. A busca por resultados imediatos e visão de futuro transformou a rotina de quem decide os negócios.
A renovação dos conselhos de administração reflete uma necessidade urgente de adaptação às novas tecnologias e aos novos comportamentos de consumo, conforme divulgado pelo Estadão.
Como a renovação dos conselhos de administração impacta as empresas
Redução no tempo de permanência dos líderes
Renata Filippi Lindquist, da Soul HR Consulting, aponta que o tempo médio de permanência dos conselheiros caiu para cerca de cinco anos. No passado, esse prazo variava entre seis e dez anos, mostrando uma rotatividade maior.
A consultora destaca que as empresas agora realizam avaliações anuais desses órgãos. “No passado, um conselheiro ficava dez, quinze anos, hoje a gente vê isso muito menos”, afirmou Renata sobre essa nova dinâmica do mercado.
O impacto da tecnologia e da inteligência artificial
O ex-CEO da Tigre, Otto Von Sothen, reforça que a cobrança por agregar valor à gestão é o motor dessa mudança. Ele explica que o foco antigo era apenas em fiscalizar resultados passados e garantir a governança básica das empresas.
Agora, temas como inteligência artificial exigem atualização constante. “A maioria dos conselheiros é pouco letrada nisso. Eu diria que esse é um fator que tem gerado essa aceleração”, diz Otto sobre o novo perfil exigido.
A busca por diversidade de competências
Marcelo Doll, ex-CEO da Drogaria Pacheco São Paulo, observa que a tecnologia virou pauta obrigatória mensal. Além disso, entender a geração Z é vital para atrair e reter talentos qualificados no competitivo mercado atual.
A velha prática de indicar apenas conhecidos está perdendo força. A diversidade de competências agora é a regra para setores como varejo, saúde e agronegócios, que buscam inovações estruturadas para sobreviver à concorrência.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir a matéria completa clicando aqui.







