O Brasil vive um momento de grandes expectativas sobre o futuro sustentável, mas a forma como o país conduz sua mudança de matriz tem sido alvo de críticas severas por especialistas.

A economista Elena Landau, ex-diretora do BNDES, alerta que o modelo adotado atualmente prejudica o desenvolvimento econômico e gera custos desnecessários para a população brasileira.

Ela defende que a falta de transparência e o peso dos impostos tornam o processo injusto, exigindo uma revisão profunda na gestão pública, conforme divulgado pelo Estadão.

O impacto da transição energética no cenário nacional

Landau afirmou que a transição energética no país é ineficiente por ser cara e injusta. Para ela, é preciso parar de fingir que as políticas públicas e a governança estão funcionando.

O problema central, segundo a economista, é estrutural e envolve a falta de controle. A alocação de recursos acaba capturada por interesses específicos, com custos repassados ao consumidor final.

Interesses concentrados e o custo para o usuário

A especialista ressaltou que a política atual foca em remunerar agentes e acomodar subsídios, ignorando o usuário. “Você não pensa no usuário, pensa no condutor que vai ganhar dinheiro”, disse.

Ela destacou que cerca de 30% da tarifa de energia elétrica é composta por tributos. Landau critica o uso de encargos para cobrir escolhas mal feitas, escondendo problemas sob o tapete.

Crise fiscal e a credibilidade do orçamento público

Para Landau, o Orçamento e a Lei de Diretrizes Orçamentárias perderam a efetividade. Ela afirma que nem mesmo o governo parece acreditar nas propostas fiscais apresentadas atualmente.

Essa falta de confiança na condução das contas públicas mina a credibilidade do Brasil. A economista sugere que o debate fiscal deve focar em ordenar onde o dinheiro é realmente necessário.

Reformas necessárias para um futuro sustentável

A reforma da Previdência foi citada como essencial para corrigir a alocação de gastos. Landau acredita que o custo atual é desproporcional e retira recursos de áreas vitais, como a infância.

Por fim, ela defendeu tolerância zero com a corrupção e criticou o desperdício de recursos em modelos ineficientes, sugerindo que o foco deve ser a eficácia real dos gastos públicos no país.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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