Nos últimos 12 meses, morar de aluguel ficou 9,28% mais caro no Brasil, segundo o Índice FipeZAP. O aumento supera a inflação e pressiona famílias em um país com 81 milhões de negativados.

Surpreendentemente, a inadimplência no setor recuou para o menor nível em três anos. Dados da plataforma Superlógica apontam que o índice de atrasos chegou a 3,05%, uma queda significativa.

O fenômeno ocorre porque os brasileiros estão reorganizando as contas, priorizando o teto sobre outras dívidas de consumo imediato, conforme divulgado pelo Estadão.

Mercado de locação e o comportamento do consumidor

Segundo Claudio Felisoni, professor e coordenador da FIA Business School, o aluguel está no topo da hierarquia. “As pessoas têm de priorizar o que vão pagar e quais vão empurrar para frente”, explica.

O professor destaca que, em vez de correr o risco de ser despejado, o brasileiro médio prefere atrasar o cartão de crédito. Essa estratégia mantém o mercado imobiliário com baixos índices de calote.

A seleção rigorosa de novos inquilinos

O aumento da procura permite que proprietários sejam mais exigentes. A regra de comprovar renda três vezes maior que o valor do aluguel é aplicada com vigor, filtrando quem tem maior risco de inadimplência.

“O resultado é um perfil de inquilino mais solvente que o restante da população”, diz Felisoni. O preço alto acaba empurrando para fora do mercado aqueles que não possuem condições seguras de pagamento.

Impacto por faixa de preço e renda

Imóveis entre R$ 1 mil e R$ 8 mil têm as menores taxas de atraso, abaixo de 4%. A maior inadimplência ocorre em aluguéis populares, abaixo de R$ 1 mil, ou de alto luxo, acima de R$ 13 mil.

No luxo, o público é formado por empresários expostos ao crédito caro e oscilações da economia. Já nas faixas menores, o orçamento apertado não permite absorver imprevistos como transporte e alimentação.

Barueri e o crescimento recorde em Aracaju

Barueri, em São Paulo, ostenta o aluguel mais caro do país, com o metro quadrado a R$ 72. Um imóvel de 50 metros na cidade, influenciada por Alphaville, custa em média R$ 3,6 mil mensais.

Já Aracaju registrou a maior valorização nacional, com alta de 25,78% em um ano. A expansão urbana e novos eixos imobiliários modernos elevaram o padrão e os preços médios na capital sergipana.

A fonte original desta notícia é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo, disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/morar-de-aluguel-fica-9-mais-caro-em-um-ano-mas-inadimplencia-recua-entenda/

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