O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um jantar decisivo no Palácio da Alvorada com 16 nomes de peso do setor bancário e empresarial. O encontro buscou suavizar as resistências do setor produtivo.

Acompanhado por Geraldo Alckmin e ministros, o chefe do Executivo tentou afastar preocupações sobre a trajetória da dívida pública. O clima foi de aproximação com um grupo que ainda mantém cautela com o PT.

Durante a conversa, foram debatidos os números do orçamento para o próximo ano e temas de impacto global, como a disputa comercial com os Estados Unidos, conforme divulgado pelo Estadão.

Presidente reforça compromisso fiscal e apresenta metas orçamentárias

Foco no superávit e controle da dívida

O presidente Lula buscou desfazer a impressão negativa deixada recentemente sobre o crescimento da dívida pública. Ele garantiu aos convidados que as contas federais não sairão do controle governamental.

Na ocasião, foram expostas as linhas do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027. O governo projeta um superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões para o próximo exercício fiscal.

Lula afirmou que “todas as condições para o País crescer estão dadas”. O Banco Central, no entanto, aponta que a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 82,5% do PIB, o maior nível fora da pandemia.

Bastidores da política e concorrência eleitoral

O jantar ocorreu poucos dias após um encontro similar organizado pelo senador Flávio Bolsonaro com representantes da Faria Lima. Lula agiu rápido para retomar o diálogo com os grandes investidores.

Mesmo sem citar o nome de adversários diretos, o presidente utilizou dados fiscais para comparar sua gestão com o período anterior. O compromisso fiscal foi o pilar central de todo o seu discurso.

Empresários presentes notaram que, embora o governo reafirme a responsabilidade com as contas em um eventual novo mandato, ainda faltam detalhes técnicos sobre metas específicas e prazos de execução.

Tensões globais e o tarifaço dos Estados Unidos

A pauta internacional também ocupou espaço na mesa. Lula admitiu preocupação com a guerra entre Estados Unidos e Irã, além de criticar as taxas impostas pelo governo americano aos produtos brasileiros.

O ministro Márcio Elias Rosa relatou conversas com representantes dos EUA, classificando o tarifaço como injusto. O governo brasileiro tenta reverter as taxas aplicadas pela Casa Branca desde julho.

Além das questões externas, Lula voltou a criticar o patamar dos juros altos no Brasil. Para ele, as taxas atuais são o principal entrave para uma aceleração mais robusta do crescimento econômico nacional.

Quem participou e o que foi servido no Alvorada

A lista de convidados incluiu nomes como André Esteves (BTG), Luiz Carlos Trabucco (Bradesco) e Joesley Batista (JBS). Também estiveram presentes os presidentes do BNDES, Caixa e Banco do Brasil.

O cardápio refinado contou com ravioli de lagosta e lombo de robalo. O encontro durou cerca de três horas, servindo como uma vitrine para o governo demonstrar que está aberto às demandas do setor privado.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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