O Brasil enfrenta um cenário econômico desafiador que exige atenção imediata das lideranças políticas. Para especialistas renomados, a realização de um ajuste fiscal no Brasil tornou-se a prioridade número um para garantir a estabilidade do país.
A discussão ganha força com a proximidade de novos ciclos políticos, onde a confiança do mercado e o controle dos gastos públicos são vistos como pilares essenciais. A estratégia sugerida envolve aproveitar o início de mandatos para medidas necessárias.
A análise foca em como o governo pode equilibrar as contas sem comprometer os avanços sociais necessários, buscando repetir êxitos de gestões passadas, conforme divulgado pelo Estadão.
O momento estratégico para o ajuste fiscal no Brasil
A visão de Eduardo Giannetti para o futuro
Giannetti, que é economista e integrante da Academia Brasileira de Letras, acredita que o início de um mandato é o único período exequível para reformas. Segundo ele, “Sonho que o Lula se dê conta de que ele pode repetir o sucesso do primeiro mandato”.
O especialista sugere que o presidente aceite o sacrifício logo na entrada, realizando um ajuste fiscal no Brasil de 1,5% a 2% do PIB. Para ele, essa não é uma tarefa impossível e permitiria colher bons frutos econômicos rapidamente.
Dessa forma, o governo poderia vencer a batalha das expectativas do mercado financeiro logo de início. Isso abriria o espaço necessário para buscar mais avanços sociais durante o restante do mandato de forma segura.
O impacto do crescimento da dívida pública
Samuel Pessôa, pesquisador do FGV Ibre, aponta que a dinâmica da dívida pública piorou por três motivos centrais. O crescimento econômico deve ser menor, os juros de renovação estão altos e a dívida base já está elevada.
Ele prevê que, sem mudanças, o crescimento da dívida pode saltar de 2,5% para até 4% ao ano em um eventual novo mandato. “Piorou a dinâmica da dívida pública por três motivos: o crescimento econômico vai ser menor, uma parte grande da dívida foi renovada a juros maiores”, afirma.
Pessôa defende que uma redução do crescimento do gasto primário real para 1% ao ano ajudaria a construir um superávit. Essa medida seria fundamental para tirar a pressão sobre os juros e favorecer o ajuste fiscal no Brasil.
Desafios no mercado de trabalho e PIB
O crescimento do PIB deve ser menor no futuro, já que subiu 2,7% ao ano recentemente. Como o desemprego caiu de 8,5% para 5,5%, não há muito espaço para avançar mais devido ao excesso de demanda sobre a oferta de trabalho.
Pessôa acredita que o presidente Lula pode não estar convencido da importância técnica dessas medidas por ver o mercado com ressalvas. Para ele, a restrição pessoal do líder reflete na resistência em forçar um ajuste imediato.
“Talvez, com uma desvalorização do câmbio e um choque inflacionário, o Lula se convença. Sem o susto, acho que ele não estará convencido”, alerta o economista sobre a necessidade de agir antes que uma crise se instale.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo





