O Brasil se tornou um dos campos de batalha mais importantes para o futuro da tecnologia global. A OpenAI, criadora do fenômeno ChatGPT, acaba de confirmar que o país é uma prioridade absoluta em seu plano de expansão.
Com parcerias que vão desde a educação de elite no ITA até a gestão pública na cidade de São Paulo, a empresa busca integrar sua inteligência artificial em diferentes camadas da sociedade brasileira de forma definitiva.
O movimento reflete o enorme engajamento local, já que os brasileiros estão entre os usuários mais ativos da ferramenta em todo o planeta, conforme divulgado pelo Estadão.
As novas alianças estratégicas da OpenAI em solo brasileiro
A expansão da OpenAI no mercado nacional inclui nomes de peso como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Prodam, empresa de tecnologia de São Paulo. No ITA, estudantes terão acesso facilitado ao ChatGPT.
Na Prodam, o objetivo é utilizar a tecnologia para tornar a administração municipal mais eficiente. Além dessas, a startup jurídica Enter e a rede Estímulo também fecharam acordos para promover o letramento digital em seus setores.
A OpenAI também apoiará o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Hospital das Clínicas da USP. No hospital, será testada uma infraestrutura assistida por IA para a gestão de informações clínicas no SUS.
O Brasil como potência global no uso do ChatGPT
Segundo Oliver Jay, vice-presidente da empresa, o Brasil é um dos três maiores mercados do mundo para a OpenAI. Diariamente, os brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens para o robô conversacional no dia a dia.
Jason Kwon, diretor de estratégia, reforçou que o crescimento no segmento corporativo no país quintuplicou no último ano. O Brasil também ocupa o primeiro lugar global no uso do Codex, ferramenta voltada para a programação.
“A forma como queremos avançar no Brasil envolve todos os aspectos do nosso negócio. Para operar como empresa em qualquer lugar do mundo, é preciso fazer parte da sociedade local”, afirmou Jason Kwon em videoconferência.
Inovação em grandes empresas como Nubank e Localiza
Empresas brasileiras já utilizam a inteligência artificial de maneira sofisticada. O Nubank, por exemplo, está criando uma plataforma de private banking operada por IA para atender seus clientes de alta renda com precisão.
A Localiza também se destacou como uma das pioneiras ao integrar um aplicativo diretamente dentro da interface do ChatGPT. Essa inovação facilita a interação de clientes que desejam alugar ou devolver veículos de forma ágil.
Kwon destaca que a empresa quer garantir serviços gratuitos onde atua. “As pessoas precisam entender que a tecnologia as beneficiará, mesmo que não paguem por ela. A partir daí, consideramos assinaturas, anúncios e apoios”, diz.
Segurança e combate à desinformação em anos eleitorais
Em relação à segurança, a empresa implementou metadados para rastrear a origem de imagens geradas por suas ferramentas. Kwon explicou que podem incluir nomes de políticos em listas de bloqueio para evitar o uso indevido da IA.
“Se houver imagens geradas pela nossa ferramenta, existe uma maneira de verificar os detalhes subjacentes a elas e identificar sua origem”, afirmou o executivo. A medida visa garantir que a tecnologia seja usada de forma ética.
A OpenAI reforçou que seu relacionamento com o governo americano tem sido positivo, permitindo a expansão internacional de seus modelos mais recentes, independentemente de tensões geopolíticas ou mudanças em tarifas comerciais.
A fonte original é a Estadão e a matéria completa pode ser lida em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.






