A rápida evolução da inteligência artificial nas empresas está transformando o planejamento estratégico dos maiores executivos do país, que agora buscam resultados práticos e escaláveis.

Líderes de grandes companhias brasileiras planejam um salto significativo nos recursos destinados à tecnologia para otimizar operações internas e garantir competitividade no mercado global.

Quase o dobro dos gestores pretende elevar esses aportes ao longo de 2026, sinalizando que a inovação deixou de ser uma aposta para se tornar prioridade, conforme divulgado pelo Estadão.

Desafios e oportunidades da inteligência artificial nas empresas brasileiras

O diagnóstico faz parte do estudo global “CEO Outlook”, realizado pela consultoria EY,Parthenon, que ouviu 50 presidentes de empresas brasileiras com faturamentos entre R$ 1,3 bilhão e R$ 259 bilhões.

Segundo o levantamento, 73% dos CEOs consultados no Brasil afirmaram que pretendem aumentar os recursos destinados à inteligência artificial nas empresas para automatizar tarefas complexas.

Em 2025, o percentual de interessados em elevar o investimento era de apenas 43%, o que mostra uma mudança drástica na percepção de valor que a ferramenta entrega para o dia a dia do negócio.

Resultados concretos impulsionam novos investimentos

Para Leandro Berbert, sócio da EY,Parthenon, os gestores deixaram de ver a tecnologia como experimental. A ferramenta passou a demonstrar resultados concretos para o crescimento das companhias.

Os impactos mais relevantes são notados em áreas centrais como produção, atendimento ao cliente e tomada de decisões, onde a tecnologia tem gerado ganhos reais de eficiência e produtividade.

“Os CEOs já observam impactos relevantes em produtividade, atendimento ao cliente, operações e tomada de decisão, o que aumenta a confiança para ampliar investimentos”, destaca o especialista.

O impacto real na força de trabalho e nas contratações

Apesar dos temores sobre substituição de humanos, a pesquisa indica que a prioridade nos próximos três anos será a contratação de profissionais especializados em dados e áreas digitais.

O uso da tecnologia para redução de postos de trabalho foi citado por apenas 4% dos gestores, indicando que o foco está no aumento da capacidade organizacional e não em cortes de pessoal.

“Os CEOs enxergam a IA como uma ferramenta para automatizar tarefas repetitivas, melhorar a qualidade das decisões e liberar tempo das equipes para atividades de maior valor”, explica Berbert.

Cinco frentes essenciais para uma transição segura

Para capturar o valor real da tecnologia, as empresas devem seguir boas práticas de governança e ética, tratando a inovação como uma agenda de transformação empresarial completa e integrada.

O especialista orienta focar em prioridades de negócio claras, fortalecer a governança, garantir a segurança dos dados, investir em capacitação e adotar princípios de inteligência responsável.

“As organizações que conseguirem combinar inovação e confiança tendem a capturar mais valor da tecnologia e construir vantagens competitivas mais sustentáveis”, conclui Leandro Berbert no estudo.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/governanca/por-que-quase-dobrou-numero-de-ceos-no-brasil-planejando-investir-mais-em-ia-para-forca-de-trabalho/

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