O Brasil enfrenta um grande dilema na corrida tecnológica global, o país possui vastas reservas de terras raras, mas ainda carece de conhecimento técnico para explorá-las plenamente.

Anderson Arruda, diretor do Ministério de Minas e Energia, alertou que o saber especializado está concentrado em poucas pessoas, dificultando a criação de políticas públicas eficazes.

A meta agora é mudar o perfil da mineração brasileira, deixando de ser um mero exportador para se tornar um produtor de alto valor agregado, conforme divulgado pelo Estadão.

Desafios e estratégias para o setor de terras raras no Brasil

A falta de especialistas na área mineral

O governo brasileiro admite que o país tem o desafio de formular políticas para terras raras sem ter todo o conhecimento necessário à disposição de forma imediata no mercado.

De acordo com Arruda, a inteligência necessária para o setor mineral estratégico está na mente de poucos profissionais, o que limita a rapidez das ações governamentais e empresariais.

Citando a escassez de quadros técnicos, o diretor afirmou que “Este conhecimento está na cabeça de poucas cabeças, que não estão disponíveis”, reforçando a urgência de formação na área.

Fim do ciclo de mero exportador

O foco atual é o Projeto de Lei 2780, que pretende consolidar a regulação de minerais críticos e garantir que o Brasil aproveite sua janela de oportunidade econômica no mercado mundial.

Anderson Arruda destacou que “para transformar o potencial em riqueza, precisamos de estratégia”, reforçando que o país não quer mais ser visto apenas como um fornecedor de minério bruto.

A ideia é que a mineração deixe de ser associada apenas a fatos negativos e passe a ser tratada como um ativo estratégico para a soberania nacional e para o desenvolvimento da população.

Investimento sustentável e capital estrangeiro

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ressaltou que os projetos de mineração precisam demonstrar sustentabilidade real para atrair capital internacional.

Para o executivo, o mundo precisa agir concretamente para financiar essas iniciativas, afirmando que o sucesso “vai depender do resto do mundo não só falar, mas fazer de fato”.

Goldfajn defende a necessidade de financiamentos de longo prazo, de até 30 anos, além de uma regulação estável que permita ao país escolher suas prioridades e avançar nos minérios possíveis.

Inovação e a revolução da mineração 4.0

O setor caminha para uma transformação profunda com o uso de drones, satélites, redes 5G e veículos autônomos, tecnologias que já fazem parte da operação de grandes mineradoras no país.

A integração da inteligência artificial e da automação é vista como essencial para garantir a segurança e a eficiência necessárias nessa nova fronteira de desenvolvimento mineral sustentável.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o conteúdo completo no link original.

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