O sistema de pagamentos instantâneos mais amado do Brasil está prestes a passar por uma mudança importante para garantir a paz dos usuários. O Banco Central estuda novas regras de segurança.

O foco agora é o campo de mensagens, que muitas vezes é usado de forma inadequada para enviar ofensas ou até ameaças. Essa prática tem gerado preocupação nas autoridades financeiras e nos usuários.

A iniciativa visa proteger a integridade do sistema e evitar que transferências de centavos sejam usadas como ferramentas de assédio, conforme divulgado pelo Estadão.

O plano do Banco Central para conter ofensas no Pix

O Banco Central estuda formas de impedir que o campo de mensagens disponível nas transações via Pix seja utilizado indevidamente para fazer ameaças ou ofensas à pessoa que recebe o dinheiro.

A informação consta no relatório de gestão do Pix 2023,2025, divulgado pela autarquia nesta segunda,feira. O BC afirma que o campo foi pensado para que o pagador registre informações objetivas.

No entanto, o espaço tem sido utilizado em algumas situações para enviar mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório e ataques gratuitos.

Medidas regulatórias em discussão

Neste ano, a autarquia instituiu um grupo de trabalho no Fórum Pix para discutir alternativas e encaminhamentos voltados à preservação da integridade do instrumento e da boa experiência dos usuários.

O objetivo é resolver o problema “sem comprometer as características essenciais do Pix”. O Banco Central afirmou que, com base nas conclusões desse trabalho, avaliará as medidas regulamentares adequadas.

A ideia é coibir o uso inadequado do campo de mensagens, se julgar necessário, estabelecendo critérios que impeçam que o sistema seja desvirtuado de sua função original de transferência financeira.

O crescimento e o futuro do sistema

O relatório destaca a ampliação dos casos de uso do Pix entre 2023 e 2025, como a expansão dos agendamentos recorrentes e a implementação do Pix por aproximação, que facilita as compras físicas.

Outras novidades citadas são o desenvolvimento das transferências inteligentes integradas ao Open Finance e o lançamento do Pix Automático, que permite pagamentos recorrentes mediante autorização única.

A agenda de segurança também prevê a padronização obrigatória de alertas de possíveis golpes, ação que hoje é realizada de forma individual por apenas algumas das instituições participantes do sistema.

Números impressionantes do Pix no Brasil

De acordo com o BC, em 2025 foram realizadas quase 80 bilhões de transações via Pix, movimentando mais de R$ 35 trilhões, o que demonstra a força da ferramenta no cotidiano da população brasileira.

Cerca de 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas fizeram ou receberam pelo menos um Pix no último período. Atualmente, existem mais de 920 milhões de chaves cadastradas no país.

Esses números reforçam a necessidade de manter o ambiente seguro e livre de abusos, garantindo que o Banco Central continue aprimorando as ferramentas de controle para todos os cidadãos.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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