O cenário para quem deseja empreender mudou drasticamente nos últimos anos. A euforia vivida em 2021 deu lugar a uma postura muito mais cautelosa por parte de quem detém o capital de risco hoje.

Durante a Rio Innovation Week, grandes nomes do mercado debateram como o antigo manual de crescimento acelerado foi substituído pela busca incessante por rentabilidade e eficiência operacional no setor.

A transformação reflete a necessidade de criar soluções reais para problemas concretos, deixando para trás modelos baseados apenas em aportes bilionários, conforme divulgado pelo Estadão.

O novo manual de negócios das startups

Raquel Teixeira, sócia da EY, destaca que o capital abundante do passado incentivava a aquisição de clientes sem olhar para a conta. Hoje, o foco total está no planejamento estratégico e sustentável.

Segundo a especialista, o empreendedor atual precisa focar no que o mercado realmente demanda. “O empreendedor precisa criar uma solução que o mercado precisa e não algo em que ele acredita”, afirma Raquel.

Sustentabilidade acima da expansão desenfreada

Gustavo Victorica, cofundador do RecargaPay, reforça que algumas práticas antigas devem ser abandonadas. Para ele, o conceito de crescimento a qualquer custo é algo que deve ser definitivamente rasgado do manual.

Ele utiliza a trajetória da própria empresa como exemplo, que nasceu gerando receita desde o primeiro dia. Victorica defende que manter a essência do negócio e atender necessidades básicas é o segredo da perenidade.

O impacto da Inteligência Artificial na escala

Erick Bretas, CEO do Estadão, comentou sobre os chamados unicórnios de uma pessoa só. Ele explicou que a IA reduz a necessidade de grandes times e de caixa inicial para tecnologia nas companhias que nascem agora.

Contudo, Bretas alerta que a tecnologia não diminuiu a carga horária. Desenvolvedores usam ferramentas como o Claude para produzir mais, porém a supervisão humana desses agentes exige uma dedicação constante e intensa.

O fator humano e a entrega de valor real

Para ilustrar a importância de um produto útil, Bretas citou o caso da Juicero, uma startup que vendia uma máquina cara para algo que poderia ser feito manualmente, provando que a tecnologia sem propósito não sobrevive.

No atendimento ao cliente, a experiência do RecargaPay com o Copilot mostrou que a IA sozinha falhou inicialmente. O sucesso só veio com um modelo híbrido, onde a máquina trabalha em conjunto com a sensibilidade humana.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e o conteúdo completo pode ser lido em sua matéria original.

You May Also Like
The Economist: EUA têm uma dívida enorme, mas problema da Europa é gigantesco

Dívida pública: Por que o rombo bilionário da Europa assusta mais que o dos EUA? Veja!

Crise da dívida pública: Entenda por que a França se tornou o novo pesadelo econômico europeu
Pode ter petróleo na Bacia da Foz do Rio Amazonas, mas jorra energia limpa em cada canto deste país

Petrobras confirma petróleo na Foz do Amazonas, mas biocombustíveis são a real aposta do Brasil

Descubra como a força do agronegócio impulsiona a economia verde e garante o protagonismo brasileiro na descarbonização global.
Declínio das Casas Bahia afetará donos de imóveis, a começar pelos Klein

Recuperação judicial das Casas Bahia trava pagamento de aluguéis e atinge até a família Klein

A medida judicial impacta diretamente donos de shoppings e fundos logísticos, gerando incertezas sobre o futuro de centenas de pontos comerciais da rede varejista.
Visto como essencial pelo setor, Redata enfrenta impasse no Congresso

Visto como essencial pelo setor, Redata enfrenta impasse no Congresso

No escuro: expectativa inicial de aprovação rápida do Redata se esvaziou, pois…