A Rio Innovation Week trouxe à tona um debate crucial sobre o futuro dos negócios no Brasil. Especialistas afirmam que a tecnologia de ponta já não é o maior obstáculo para a transformação digital.

O foco agora recai sobre a capacidade das organizações em gerenciar dados e preparar suas lideranças. A segurança cibernética e a governança surgem como os pilares essenciais nesse processo.

O desafio atual é transformar o apetite por novidades em resultados financeiros concretos e seguros para o mercado nacional. Todo este cenário foi acompanhado conforme divulgado pelo Estadão.

Desafios estratégicos e a segurança de dados na era da IA

Para Thiago Iglesias, head de Inovação da Evertec, os principais desafios para captar valor com inovação aberta são puramente estratégicos. Ele destaca que a tecnologia existe, mas o uso é complexo.

“Em IA e dados, nossa maior preocupação é em relação à segurança cibernética”, afirma o especialista. O envolvimento de terceiros pode até inviabilizar projetos se não houver confiança no trato das informações.

Como a Evertec atua no setor financeiro, existe um cuidado redobrado. Iglesias reforça que o que é entregue ao cliente deve ser desenvolvido internamente, mantendo o controle total sobre a segurança dos dados.

Brasil tem apetite, mas falta preparo prático

Flávio Loução, sócio da Deloitte, apresentou dados de um levantamento com mais de 3 mil executivos. Os resultados mostram que o letramento em Inteligência Artificial é um gargalo maior que a tecnologia.

O estudo apontou que 42% das empresas brasileiras dizem usar IA, um número acima da média global de 34%. No entanto, apenas 23% conseguem extrair valor real desses negócios, contra 27% no resto do mundo.

“Nosso apetite é maior do que a nossa preparação”, diz Loução. Para ele, a inovação precisa deixar de ser apenas uma vitrine para se tornar o mecanismo principal de entrega de resultados das companhias.

Novos centros de pesquisa e o papel do governo

Para mudar esse cenário, novas iniciativas estão surgindo no país. A Deloitte prepara uma unidade de pesquisa em parceria com a Nvidia, que será o primeiro centro desse tipo na América Latina ainda este ano.

O governo federal também marcou presença no debate com Marcelo Alves da Silva, diretor do Ministério das Comunicações. Ele explicou como o BNDES e a Finep estão avaliando projetos de inovação privada.

Além dos investimentos, o foco do setor público está em reduzir a burocracia. O objetivo é facilitar o caminho para que as empresas brasileiras possam implementar a Inteligência Artificial com agilidade e segurança.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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