São Paulo vive uma transformação silenciosa, mas essencial para a saúde pública e o meio ambiente. O governo estadual e a Sabesp estão acelerando passos para resolver problemas históricos que deixavam milhares de famílias sem serviços básicos.
A meta de universalização do saneamento, que antes estava prevista para a próxima década, ganhou um novo fôlego com a privatização e a reestruturação de contratos. O foco agora é garantir que a água tratada e a coleta de esgoto cheguem a todos os cantos.
Durante um evento recente na capital paulista, autoridades e especialistas discutiram como essa antecipação de prazos impactará a economia e a qualidade de vida nos municípios atendidos, conforme divulgado pelo Estadão.
A corrida para a universalização do saneamento até 2029
Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, destacou que o setor de infraestrutura mais difícil de viabilizar é o saneamento. Ela afirmou que o Estado teve a coragem de enfrentar passivos históricos de contratos anteriores.
Um exemplo citado foi Salesópolis, onde milhares de casas estavam fora do atendimento original. No Vale do Ribeira, cerca de 40% da população também não era contemplada, situação que agora está sendo corrigida com novos investimentos.
A secretária ressaltou resultados práticos, como a redução de 22% na carga orgânica do Rio Tietê. “Estamos falando de 10 bilhões de litros de esgoto a menos por mês que agora estão sendo tratados”, afirmou Natália.
O impacto direto na vida da população paulista
Carlos Piani, presidente da Sabesp, confirmou que a meta de universalizar o serviço nos 371 municípios da companhia foi antecipada para 2029. O prazo nacional, definido pelo Marco Legal, era 2033.
O desafio exige 99% de água tratada e 90% de esgoto coletado e tratado. Segundo Piani, desde que a nova gestão assumiu, 2,3 milhões de pessoas ganharam acesso à água e 2,6 milhões passaram a ter esgoto.
Mesmo com o esforço contínuo, o executivo admitiu que o passivo é gigantesco. “É um esforço contínuo, vai demorar alguns anos, mesmo de forma antecipada, que é o nosso compromisso até 2029”, afirma Piani sobre a universalização do saneamento.
Tecnologia e reforço técnico nas operações
A Arsesp, agência reguladora do estado, também está se adaptando ao ritmo acelerado. Diego Allan, diretor-presidente da agência, mencionou que há 1,2 mil obras em andamento apenas em contratos vinculados à Sabesp.
Para garantir a fiscalização e a qualidade, a agência planeja convocar mais de cem profissionais aprovados em concurso. O foco é fortalecer as equipes técnicas que acompanham o crescimento das redes rurais e urbanas.
O uso de ferramentas de georreferenciamento e tecnologia da informação tem sido crucial. Essas inovações permitem que a regulação seja baseada em análises de risco, tornando o processo de inspeção muito mais eficiente e rápido.
Investidores e o futuro do desenvolvimento urbano
Caio Portugal, da Aelo, destacou que os loteadores são parceiros fundamentais nesse ecossistema de investimentos. Para ele, o sucesso depende da união entre empresas privadas e regras técnicas muito bem definidas.
A convergência de esforços financeiros é o que permitirá que São Paulo continue sendo referência em infraestrutura. O papel desses investidores históricos ajuda a viabilizar novos bairros já com a infraestrutura necessária.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







