A Cooperlimão, cooperativa de produtores de limão taiti de Urupês, em São Paulo, vive um momento de forte expansão. Em apenas dois anos, a organização saltou de um faturamento de R$ 18 milhões para R$ 33 milhões.

Agora, o objetivo é ainda mais ousado, a cooperativa pretende dobrar de tamanho até o ano de 2031. Para alcançar esse patamar, os produtores apostam na abertura de novos mercados internacionais e no aumento de sócios.

Atualmente, as vendas externas já representam uma fatia expressiva de 40% da receita total da entidade. O grupo negocia embarques para a Rússia e mira Índia e Argentina, conforme divulgado pelo Estadão.

Estratégia da Cooperlimão para o mercado global

Para garantir o crescimento sustentável, a Cooperlimão realizou a primeira distribuição de bônus de sua história, totalizando R$ 800 mil entre os cooperados. O foco agora é reforçar o capital de giro para as vendas.

A cooperativa já envia de 10 a 12 contêineres mensais para países como Portugal, Espanha e Canadá. No entanto, a gestão afirma que existe demanda para dobrar esse volume, chegando a 25 contêineres por mês em breve.

Apesar do otimismo com o faturamento de R$ 36 milhões esperado para este ano, o clima é um ponto de atenção. Fenômenos como o El Niño e chuvas de granizo em Urupês podem impactar a oferta da fruta no mercado.

Inovação com fertilizantes naturais no Mato Grosso

Enquanto a Cooperlimão foca na fruta, a Agro Maripá investe R$ 60 milhões em uma fábrica de remineralizadores em Juara, Mato Grosso. A unidade produzirá pó de rocha para substituir fertilizantes químicos tradicionais.

A expectativa é que o uso desse insumo, rico em silício, reduza em até 50% os custos com fertilizantes para a soja. A empresa planeja faturar R$ 100 milhões anuais até 2031, atendendo grandes produtores locais.

O desafio da sucessão familiar no agronegócio

Um estudo da consultoria Mardô revela que 72% das famílias do agro com patrimônio acima de R$ 150 milhões não possuem um conselho familiar. Esse é um ponto crítico para a continuidade dos negócios no Brasil.

Segundo Márcia Dolores, CEO da Mardô, a maior barreira é a resistência dos fundadores em deixar o comando. Muitos proprietários confundem sua identidade pessoal com a gestão da empresa, dificultando a entrada dos herdeiros.

Eficiência logística e transporte ferroviário

No setor logístico, a VLI registrou um aumento no transporte de grãos via ferrovia. Entre janeiro e junho, foram 280 mil toneladas de soja e milho transportadas na modalidade onde o vendedor se responsabiliza pelo frete.

Para atrair novos clientes, a companhia investiu R$ 700 mil em tecnologia para automatizar a emissão de notas fiscais. A meta é modernizar o atendimento e reduzir a dependência do transporte rodoviário em todo o país.

A fonte original desta notícia é o Estadão.

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