O impacto silencioso das canetas emagrecedoras no setor gastronômico

A chegada das famosas canetas emagrecedoras ao mercado trouxe mudanças que vão muito além da balança, atingindo em cheio o coração da culinária brasileira. Chefes de cozinha e donos de restaurantes já começaram a sentir os efeitos colaterais desse novo comportamento alimentar.

Mari Sciotti, renomada cozinheira e empresária por trás do premiado restaurante Quincho, em São Paulo, observa que o ritual sagrado da refeição está perdendo o seu brilho. Segundo ela, nunca houve um evento com impacto tão profundo no setor quanto o uso desses medicamentos modernos.

A especialista afirma que o fogo e o desejo que moviam os clientes parecem ter sido desligados nos últimos meses, transformando a experiência gastronômica em algo funcional e sem a antiga empolgação, conforme divulgado pelo Estadão.

O fim do desejo e a perda do ritual

Para a chef Mari Sciotti, a sensação é de que o público perdeu o interesse genuíno pelo ato de comer. Ela explica que o salivar na espera de um menu e o entusiasmo de provar novos sabores estão sendo substituídos por uma apatia preocupante diante do prato.

“Parece que as pessoas perderam o interesse em comer. Certamente, as canetas emagrecedoras trouxeram o maior impacto já assistido na gastronomia”, destaca a empresária. Esse fenômeno desafia estabelecimentos que investem em experiências sensoriais completas e afetivas.

Entre o fetiche da moda e a proibição

Mari, que possui histórico no mundo fashion, faz um paralelo curioso sobre como a imagem da comida é utilizada hoje. Existe um contraste entre o que se vê nas redes sociais, com imagens tentadoras, e o que realmente se consome no cotidiano das pessoas.

Sobre esse paradoxo, ela afirma: “Eu estava vendo o quanto a moda está usando muito a comida num lugar de desejo, exatamente no momento em que as pessoas menos desejam comida. Ou seja, as pessoas não estão comendo, mas mesmo assim a foto do bolo escorrendo com o chocolate, isso ainda é sensual”.

A necessidade de ocupar a cozinha de casa

Apesar do cenário desafiador para o setor de serviços, a chef acredita em uma revolução alimentar que começa dentro de casa. Ela defende que saber cozinhar é uma forma de retomar o poder sobre a própria alimentação e o prazer que parece estar se esvaindo.

Sciotti convoca todos, especialmente os homens, a ocuparem o fogão novamente. Para ela, o risco atual é de uma sociedade que estuda nutrientes e calorias obsessivamente, mas não sabe mais executar tarefas básicas como fritar um ovo ou preparar uma refeição simples.

A fonte original é a Estadão e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Os petroleiros que Trump apreendeu estão custando milhões de dólares aos Estados Unidos

Os petroleiros que Trump apreendeu estão custando milhões de dólares aos Estados Unidos

Trump quer envolvimento internacional para garantir tráfego no Estreito de Ormuz 1:01…
Senado aprova projeto que blinda parte do orçamento das agências reguladoras

Aposentadoria especial para agentes de saúde é aprovada: veja as regras e saiba como garantir a sua

Senado reduz idade mínima para 57 e 60 anos, mas impacto de R$ 27,9 bilhões pode levar disputa ao STF.
Medidas parafiscais somaram R$ 220 bilhões em 2025

Caso Banco Master: Justiça dos Estados Unidos autoriza despejo imediato e nega pedidos da defesa de Daniel Vorcaro em Miami

Decisões judiciais aceleram o processo de insolvência da instituição no exterior e mantêm produção de provas ativa contra ex-controlador
São Paulo acumula avanços inéditos em moradia e saneamento e redefine sua agenda de transformação

São Paulo passa por transformação histórica: veja os números que estão mudando o Estado agora!

Gestão do Governo de São Paulo foca em moradia e saneamento para impulsionar desenvolvimento