O Ministério da Fazenda aplicou uma sanção pesada contra uma das maiores casas de apostas em atuação no país. A medida reflete o aumento da fiscalização sobre o setor de jogos online e publicidade.

A punição financeira ocorre em um momento de debates intensos sobre a proteção de públicos vulneráveis na internet. O governo busca estabelecer limites claros para a atuação das empresas de apostas no mercado brasileiro.

A decisão foi tomada após a identificação de irregularidades em campanhas de marketing digital que alcançaram milhões de pessoas, conforme divulgado pelo Estadão.

Por que a Blaze recebeu multa do Ministério da Fazenda?

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda aplicou uma multa de R$ 2,3 milhões à casa de apostas Blaze. O motivo foi a veiculação de materiais publicitários com participação de crianças.

O envolvimento de influenciadores e menores

A investigação da SPA contabilizou 33 vídeos produzidos em parceria com o influenciador João Caetano. O criador de conteúdo possui uma audiência massiva, com mais de 15 milhões de inscritos no YouTube.

Segundo os órgãos reguladores, os materiais publicitários foram veiculados entre março e julho de 2025. O conteúdo analisado contava com a participação de menores ou era voltado a um público menor de 18 anos.

A legislação brasileira, incluindo a Lei das Bets e o Estatuto da Criança e do Adolescente, proíbe terminantemente o uso desse público alvo na promoção de qualquer tipo de aposta online.

A defesa da empresa e a decisão da SPA

Em sua defesa, a Foggo Entertainment, responsável pela Blaze, alegou que agiu prontamente para encerrar o contrato com o influenciador assim que tomou conhecimento das irregularidades no conteúdo.

No entanto, a SPA entendeu que o contrato determinava a obediência a um briefing e padrões da casa de apostas. Isso indicou que o influenciador não atuou de forma autônoma, mas sob controle da empresa.

A secretaria destacou que os vídeos irregulares ficaram no ar por quatro meses, o que demonstrou uma falha no dever de vigilância da Blaze em relação à sua própria cadeia de divulgação comercial nas redes.

Ações judiciais e o papel do Instituto Alana

O caso foi levado ao Ministério da Fazenda por meio de uma denúncia do Instituto Alana. A organização atua na defesa dos direitos infantis e alertou sobre os impactos dessas propagandas no público jovem.

Além da multa administrativa, a Blaze é alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Distrito Federal. O órgão pede uma indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos e publicidade abusiva.

A empresa tem dez dias para apresentar recurso administrativo após a notificação. Até o momento da publicação, os representantes da marca e do influenciador João Caetano não se manifestaram oficialmente sobre a punição.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos acessando a matéria original em: Estadão.

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