O clima global está sob alerta máximo com a possibilidade iminente de um Super El Niño. Especialistas apontam uma chance de 63% de o fenômeno ser classificado como muito forte agora.
Essa mudança climática severa traz preocupações imediatas para o agronegócio brasileiro. O impacto direto na produção de grãos pode refletir na economia nacional nos próximos meses.
A variação extrema de temperatura nas águas do Pacífico promete desafiar a logística e a produtividade no campo, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto do Super El Niño na economia e no prato do brasileiro
Economistas e analistas de mercado já monitoram os efeitos do aquecimento das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno pode pressionar a inflação de alimentos e reduzir estoques mundiais.
Na temporada anterior, o Brasil sofreu uma redução de 8,2% em sua safra devido ao clima. Caso esse cenário se repita, o custo da cesta básica pode subir consideravelmente para o consumidor final.
O risco para a safra de soja e o mercado global
O Brasil é hoje o principal vetor de risco para o mercado internacional. De acordo com o Itaú BBA, uma quebra de apenas 6% na colheita brasileira apertaria os estoques globais de forma crítica.
A relação entre estoque e consumo poderia cair para níveis preocupantes. Isso tornaria o país ainda mais central para o equilíbrio do fornecimento de soja em todo o mundo, destaca o relatório.
Milho e a temida quebra na safrinha
A preocupação também atinge a safrinha de milho. O atraso no plantio da soja, provocado pelas chuvas irregulares, expõe o milho a períodos de seca e temperaturas muito elevadas no campo.
Em eventos passados de intensidade semelhante, a produtividade do milho caiu mais de 20%. No Matopiba, região que engloba quatro estados, as perdas chegaram a ultrapassar a marca de 40%.
Desafios regionais e efeitos no café e arroz
Outras culturas importantes, como o arroz e o café, também estão na linha de frente. O excesso de chuvas no Sul prejudica as lavouras de arroz, enquanto o calor afeta a florada dos cafezais.
No caso do café conilon, o estresse térmico reduz a qualidade e o volume da colheita. A história serve de advertência para que produtores busquem formas de mitigar esses riscos climáticos severos.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/el-nino-acende-alerta-entre-economistas-por-risco-de-perdas-no-agro-e-pressao-no-preco-de-alimentos/







