A paisagem corporativa de São Paulo está passando por uma transformação vibrante, impulsionada pelo retorno gradual dos profissionais aos postos de trabalho físicos e pela busca por espaços modernos.
Mesmo com a saída estratégica de algumas instituições financeiras de peso, o apetite por lajes corporativas na capital paulista não para de crescer, surpreendendo investidores e especialistas do setor.
O movimento reflete uma nova fase da economia local, onde grandes empresas buscam consolidar suas operações em endereços prestigiosos, conforme divulgado pelo Estadão.
A Retomada do Trabalho Presencial Impulsiona o Mercado de Escritórios
O mercado paulistano de prédios corporativos vive um momento de forte aquecimento, registrando a marca de 175 mil metros quadrados locados apenas no segundo trimestre deste ano.
Esse volume representa um aumento de 13% em relação aos primeiros meses do ano e supera em 8% o desempenho do mesmo período de 2023, consolidando uma tendência de recuperação robusta.
A diretora de pesquisa da Newmark, Mariana Hanania, explica que a diminuição do regime de trabalho remoto é o grande motor dessa expansão, motivando empresas a buscarem prédios maiores e mais estruturados.
Queda na vacância e números expressivos
Os dados mostram que os espaços vagos no mercado caíram para 14,4%, uma redução significativa quando comparada aos 18% registrados no ano anterior, sinalizando que a oferta está sendo rapidamente absorvida.
Mesmo com devoluções pontuais de empresas que enfrentam reestruturações, a absorção líquida, que é o saldo entre novos contratos e saídas, manteve-se positiva em expressivos 72 mil metros quadrados no período.
“Tudo isso mostra que a recuperação do mercado de escritórios segue robusta. As locações estão aquecidas, e o aumento das devoluções foi devido a casos pontuais”, avaliou a diretora da consultoria Newmark.
Movimentação de grandes empresas e bancos
Apesar das devoluções de instituições como o Banco Master, Reag e Fictor, o mercado não esfriou. O espaço deixado pelo Master no Prédio da Baleia, por exemplo, foi rapidamente ocupado pela gigante do e-commerce Shopee.
Outro exemplo de rotatividade rápida ocorreu com a Reag, que devolveu um imóvel próximo à Faria Lima, logo ocupado pelo escritório BMA Advogados. O Bradesco também devolveu 16 mil metros quadrados na região de Alphaville.
Essas movimentações reforçam que o interesse por localizações estratégicas permanece alto, e a saída de um inquilino tem se tornado uma oportunidade para novos players expandirem sua presença física na cidade.
Setor de serviços e tecnologia no topo
As empresas de tecnologia e serviços financeiros continuam sendo as principais responsáveis pelos novos contratos de locação. A Amazon se destacou ao arrematar sozinha 46 mil metros quadrados no complexo Biosquare.
Outro destaque foi a fintech Gooroo Crédito, que alugou quase 4 mil metros quadrados no Rochaverá Corporate Towers. O foco dessas companhias é garantir espaços com certificações ambientais e infraestrutura de ponta.
Para Mariana Hanania, da Newmark, “esse tem sido o cerne do aquecimento da demanda. É isso que mais motivou as empresas a fazerem novas locações e mudanças para prédios maiores” em busca de crescimento futuro.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







