A Bahia vive um momento de forte turbulência política após as recentes investigações da Polícia Federal que atingiram o coração do governo estadual e também respingaram na oposição.
Durante o tradicional cortejo do 2 de Julho, o clima de tensão ficou evidente com manifestações coordenadas e troca de acusações entre os principais grupos políticos baianos.
O centro da polêmica envolve relações suspeitas com o Banco Master, que agora servem de combustível para a antecipação da disputa eleitoral, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
O impacto da crise do Banco Master no cenário político baiano
A crise do Banco Master acirrou as tensões em torno da disputa eleitoral na Bahia, dando o tom da campanha que vai opor o governador Jerônimo Rodrigues e ACM Neto.
Jerônimo vinha em maré favorável, impulsionado por obras, mas sua base sofreu um abalo após operação da PF que investiga o senador Jaques Wagner por suspeita de pagamentos irregulares.
A ação deixou a base governista atordoada. O PT reagiu com uma campanha publicitária, batizada de “Três Irmãos”, para reforçar a união entre Jerônimo, Wagner e o ministro Rui Costa.
Jaques Wagner sob os holofotes da Polícia Federal
O senador Jaques Wagner é investigado por supostamente receber valores ligados a um ex-sócio do Banco Master. Apesar do desgaste, o governador Jerônimo Rodrigues mantém sua confiança no aliado.
Em declaração recente, o governador afirmou: “O grupo sempre foi unido e a gente vai superar. Wagner se afastou, se reuniu com Lula para fazer a sua defesa e fazer a nossa campanha”.
Jerônimo também manteve no cargo o secretário Eduardo Sodré, enteado de Wagner, também investigado: “Eu não pedi o cargo porque ele vai ter direito à defesa”, explicou o governador baiano.
ACM Neto e os desdobramentos da investigação
A crise do Banco Master também chegou à oposição. Relatórios do Coaf apontaram que uma empresa de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do banco e da gestora Reag para serviços de consultoria.
O ex-prefeito de Salvador afirma que os valores são lícitos e foram devidamente declarados. No entanto, o ministro Rui Costa aproveitou o episódio para intensificar as críticas ao adversário.
A estratégia da oposição, por outro lado, tenta focar nos problemas de gestão do estado. O prefeito Bruno Reis declarou: “Nós vamos jogar dentro das quatro linhas da política”.
O acirramento do embate eleitoral na Bahia
O clima de rivalidade atingiu o ápice com provocações sobre uma suposta “panelinha” no governo. ACM Neto criticou a permanência do mesmo grupo político no poder há cerca de 20 anos.
“É uma panelinha, as mesmas pessoas com vontade incansável pelo poder”, afirmou Neto. O PT, contudo, minimiza as críticas e aposta na força do grupo para garantir a reeleição e o apoio de Lula.
A segurança pública e o desgaste natural de duas décadas de gestão petista serão temas centrais. A disputa promete ser decidida nos detalhes, com os dois lados explorando cada ponto das investigações.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser acessada na íntegra através do link: Notícias ao Minuto Brasil – Política.








