O Brasil fechou o primeiro semestre de 2026 com números impressionantes em seu comércio exterior, alcançando um saldo positivo recorde. Esse desempenho reforça a força dos produtos brasileiros no mercado global.

A alta foi puxada por setores estratégicos, como a indústria extrativa e o agronegócio, que garantiram a entrada de bilhões de dólares no país. Mesmo com desafios, os resultados superaram as expectativas iniciais.

A balança comercial registrou um crescimento de mais de 40% em comparação ao ano anterior, sinalizando uma retomada robusta das vendas externas, conforme divulgado pelo Estadão.

Balança comercial brasileira atinge superávit de US$ 42,3 bilhões

De janeiro a junho, o superávit acumulado somou US$ 42,357 bilhões, um salto significativo frente aos US$ 30,187 bilhões do ano anterior. O valor é fruto de exportações que totalizaram US$ 184,773 bilhões.

Já as importações ficaram em US$ 142,415 bilhões. Somente no mês de junho, o saldo positivo foi de US$ 9,758 bilhões, embora tenha ficado ligeiramente abaixo das projeções do mercado financeiro para o período.

Exportações aos EUA e impacto dos combustíveis

Um destaque importante foi a alta de 3,7% nas vendas para os Estados Unidos em junho. Este é o primeiro aumento desde a imposição da sobretaxa de 50% pelo governo de Donald Trump, ocorrida em julho de 2025.

O crescimento foi impulsionado pelo preço dos combustíveis. Itens como óleos brutos de petróleo (89,2%) e óleos combustíveis (299,3%) tiveram altas expressivas, além do aumento nas vendas de aeronaves e carne bovina.

Herlon Brandão, diretor do Secex, explicou que “é o primeiro aumento desde julho do ano passado. Havia crescido em julho do ano passado, os meses subsequentes apresentaram queda, agora voltou a crescer”.

Resultados com a China e União Europeia

A China continua sendo o principal parceiro comercial, com exportações crescendo 24,4% em junho. O saldo positivo com os chineses no primeiro semestre de 2026 atingiu a marca de US$ 19,777 bilhões.

Na Europa, as vendas subiram 32,4% em junho. O resultado reflete a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia em maio, que prevê a redução gradual de tarifas para a maioria dos produtos.

Sobre o acordo, Brandão destacou que “já tem relatos de empresas que estão se beneficiando disso, mas certamente tem uso já do acordo nos dois fluxos, de exportação e importação”, embora o impacto total leve tempo.

Governo revisa projeção para saldo recorde de US$ 90 bilhões

Diante dos bons resultados, o Ministério do Desenvolvimento (MDIC) revisou a previsão de superávit para 2026. A expectativa saltou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, um crescimento de 32,3% sobre 2025.

A corrente de comércio também deve bater recordes, com projeção de chegar a US$ 698,8 bilhões. Caso os números se confirmem, o Brasil consolidará um dos seus melhores anos na história das trocas comerciais globais.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Alto Escalão: novidade na presidência do Western Union e mais

Troca de cadeiras no mundo corporativo: quem assumiu cargos de liderança nas principais empresas nesta semana

Confira as principais nomeações e promoções que movimentaram o alto escalão de companhias como Western Union, Nissan, Bettah Sistemas e outras
Funcionário do BC alvo de operação retardou envio de documentos à PF para prisão de Vorcaro

Funcionário do BC alvo de operação retardou envio de documentos à PF para prisão de Vorcaro

BRASÍLIA – Suspeito de ter sido cooptado pelo empresário Daniel Vorcaro, o…
TCU decide que vai manter acompanhamento de fundos de pensão em caráter permanente após caso Previ

TCU decide que vai manter acompanhamento de fundos de pensão em caráter permanente após caso Previ

BRASÍLIA – O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton…
Compass dá andamento a oferta de ações e prevê lançamento no dia 17

Compass avança com IPO e pode lançar oferta de ações no dia 17; detalhes da cisão e participação de bancos internacionais

Compass, empresa de gás e energia da Cosan, prepara IPO com oferta primária e secundária, discute cisão da Cosan Dez e atrai interesse de investidores estrangeiros