Quando a Seleção Brasileira entra em campo, o país para, mas os bastidores do setor elétrico entram em alerta máximo. A oscilação repentina no consumo de energia exige manobras rápidas e precisas.

O próximo jogo do Brasil na Copa do Mundo, marcado para domingo, dia 5, promete ser um desafio ainda maior para o Operador Nacional do Sistema Elétrico, o ONS, devido ao comportamento da carga.

De acordo com o diretor-geral do órgão, Marcio Rea, a expectativa é que o número de pessoas acompanhando a partida aumente a complexidade da operação, conforme divulgado pelo Estadão.

Desafios técnicos durante os jogos da Seleção Brasileira

Durante as partidas, o sistema enfrenta variações bruscas. “Avaliamos que mais pessoas estarão ligadas na Copa, o que poderá aumentar ainda mais a complexidade da Operação”, afirmou o diretor Marcio Rea.

A queda de consumo contra o Japão

No último jogo contra o Japão, o ONS registrou uma redução drástica de até 21% no consumo de energia. Esse fenômeno exigiu um corte de geração renovável de cerca de 20 gigawatts (GW) no sistema.

Para se ter uma ideia, essa diminuição foi muito mais intensa do que em partidas anteriores, quando a oscilação ficou entre 8,6% e 14%. Isso mostra que o engajamento da torcida altera o ritmo nacional.

O risco de excesso de energia no domingo

Embora os domingos tenham naturalmente menos atividades econômicas, o desafio para o ONS reside no excesso de geração renovável frente à baixa demanda, o que pode forçar cortes emergenciais severos.

O órgão afirma que está preparado para garantir o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional, o SIN, atendendo às demandas da torcida e de toda a sociedade brasileira sem riscos de interrupções graves.

Picos de carga após o apito final

Logo após o encerramento do jogo contra o Japão, a carga saltou 12.783 MW em apenas uma hora. Esse volume de energia é comparável à soma de tudo o que os estados de Minas Gerais e Paraná consomem.

Durante o intervalo, o sistema também sofreu pressão, com um aumento de 2.659 MW em apenas nove minutos. Esses movimentos bruscos exigem que o ONS monitore cada segundo para evitar qualquer instabilidade.

Plano de contingência do ONS

Caso a geração renovável exceda a segurança da rede, o ONS pode acionar um plano de emergência. Isso envolve solicitar que usinas de biomassa e pequenas hidrelétricas reduzam sua produção de imediato.

Até o momento, esse plano rigoroso só foi acionado uma vez, em junho. No entanto, o monitoramento segue rígido para garantir que a torcida brasileira não sofra com quedas de luz durante as transmissões.

A fonte original desta notícia é o portal Estadão e você pode conferir todos os detalhes na matéria original através deste link: https://www.estadao.com.br/economia/ons-proximo-jogo-brasil-operacao-mais-complexa-demanda-energia/

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